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Viverei com medo de contaminação por mais seis meses, diz vítima de maníaco da seringa

A escritora Ivanna Fabiani percebeu que havia sofrido um ataque ao ver o caso na televisão

São Paulo|Caroline Apple, do R7

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Ivanna foi atacada na escada da estação Consolação do metrô
Ivanna foi atacada na escada da estação Consolação do metrô

Por pouco mais de dois meses, a escritora Ivanna Fabiani, de 48 anos, achou que a pressão que sentiu na área entre o ombro e o pescoço e a mancha de sangue em sua camisa de seda branca quando descia as escadas da estação Consolação do metrô, na região central de São Paulo, eram resultado da picada de algum inseto.

Ivanna não se lembra exatamente da data do ocorrido, mas não esqueceu da sensação de estranhamento ao ver um homem parado na escada, da dor repentina e deste mesmo homem subindo rapidamente os degraus da escadaria que dá acesso à avenida Paulista.


A pequena dor e incômodo deram lugar ao esquecimento. Até a mancha de sangue, que se alastrou pelas fibras do tecido e ficou do tamanho de uma moeda de R$ 1, foi deixada para trás. Mas o noticiário da TV fez com que essas lembranças voltassem junto com o sentimento de desespero.

O apresentador falava sobre um homem que atacava pessoas com uma seringa na avenida Paulista. Na Internet, Ivanna teve acesso ao retrato falado. Uma onda de calor tomou conta do corpo dela: era ele. No desenho estava a representação do homem que ela encontrou nas escadas do metrô. O semblante do suspeito, descrito por ela, como de uma pessoa “louca”, aliado a sua facilidade em guardar fisionomias não deixaram margens para dúvidas.


Foi então que a escritora decidiu correr contra o tempo. No dia seguinte de manhã, Ivanna deixou de ir trabalhar para fazer uma bateria de exames para tentar detectar se ela havia sido infectada por algum vírus: HIV, Hepatite B e C e sífilis. Apesar da tentativa da médica em acalmá-la, o nervosismo e a ansiedade tomavam conta da situação.

Por causa do período de tempo entre o ataque e os exames, o procedimento de profilaxia, que estabelece medidas preventivas de saúde, não pode ser feito. O resultado dos exames preliminares deu negativo. Um alívio, mesmo que temporário, afinal, Ivanna terá que se submeter a exames periódicos nos próximos seis meses para garantir que está saudável.


A escritora decidiu ir na última segunda-feira (1º) ir até a polícia contar seu caso. Logo pela manhã, soube pelo seu marido que um suspeito havia sido preso e estava detido no 77º DP. Ela foi direto para lá. Ao contar sua história, antes mesmo de fazer o boletim de ocorrência, a polícia a convidou para fazer reconhecimento do suspeito. Na sala, o coração batendo forte, um receio natural que uma situação nova traz. Sem dúvida era ele. A única diferença era a barba, que estava um pouco maior. Depois de reconhecê-lo, Ivanna foi encaminhada para o 78º DP para prestar depoimento.

A escritora se diz, agora, indignada pelo que passou e por ter a certeza de que pessoas dispostas a furar outras com agulhas supostamente contaminadas estejam andando pelas ruas. Como toda a vítima, Ivanna quer Justiça e que o “maníaco da seringa” fique longe das ruas.

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