Vizinhos que morreram após briga por causa de barulho discutiam frequentemente, dizem testemunhas
Empresário entrou armado em um apartamento de Alphaville, matou um casal e depois se matou
São Paulo|Do R7, com Balanço Geral

As brigas entre os vizinhos, que morreram após uma discussão na noite desta quinta-feira (23), eram frequentes. Testemunhas afirmaram que esta não foi a primeira vez que as famílias se desentenderam por causa de barulho.
A discussão em um prédio de luxo terminou com três pessoas mortas em Alphaville, região de Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo.
Míriam Cecília Amstalden Baida, que completaria 38 anos nesta sexta-feira (24), e o marido dela, Fábio de Rezende, de 40 anos, que era subsíndico do prédio, foram mortos a tiros pelo vizinho porque estariam fazendo muito barulho.
O empresário Vicente Dalécio, de 60 anos, morava no 11º andar, no apartamento de baixo. Segundo a polícia, Dalécio invadiu, armado, a residência do casal. No corredor que dá acesso aos quartos, Míriam foi atingida por um tiro. O marido ainda tentou se proteger atrás da porta, mas também foi baleado.
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Segundo um tenente da Polícia Militar, o filho do casal, de um ano e meio, estava no apartamento e não se feriu.
— Nos adentramos no apartamento, a criança estava debruçada sobre a mãe. Na sequência, foi retirada desse local e colocada juntamente com alguns vizinhos, de outro apartamento. Foi uma cena chocante.
O empresário que matou o casal foi encontrado morto dentro do elevador. Ele estava com a arma do crime, como conta o delegado Andreas Schiffmann, do Departamento de Homicídios de Carapicuíba.
— É um revolver 38, de seis tiros. Ele teria efetuado seis disparos no apartamento da vítima, depois teria ido pro apartamento dele, recarregado a arma, e quando estava no elevador, descendo, teria dado mais um disparo nele.
O setor de homicídios de Carapicuíba, que vai investigar o caso, já esteve no condomínio e conversou com a mulher do empresário. Ela disse que antes de pegar a arma e cometer o crime, o marido dela se irritou com o som que vinha do apartamento de cima.
O empresário, que não tinha passagem pela polícia, e a esposa são donos de uma empresa metalúrgica de São Paulo. A arma usada por ele era registrada. Amigos de Dalécio contaram que, recentemente, ele esteve internado por quatro meses em um hospital. O empresário estava com a síndrome de Guillain Barré, uma doença rara na qual os nervos periféricos se deterioram. A polícia investiga se os medicamentos tomados por ele podem ter influenciado no crime.
O bebê foi entregue para a avó materna pelo Conselho Tutelar e deve passar por acompanhamento psicológico. Os corpos dos pais da criança e do empresário foram levados ao IML (Instituto Médico Legal).
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