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Volume do Sistema Cantareira cai mais uma vez e chega a 7,2%

Marca é a pior já registrada desde o início das medições

São Paulo|Do R7

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O reservatório do Sistema Cantareira atingiu o índice de 7,2% nesta sexta-feira (26), o mais baixo desde que a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) incorporou o volume morto ao sistema que abastece milhares de pessoas em São Paulo. Já as outras represas também tiveram seus respectivos volumes alterados. O Sistema Alto Tietê também registrou queda de 0,2% e chegou aos 11,9% de capacidade. A represa do Guarapiranga recuperou 0,5% devido as chuvas, e agora opera com 52,6%. O Sistema Alto de Cotia caiu para 35%.

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O secretário de Estado de Recursos Hídricos, Mauro Arce, afirmou na última quinta-feira (25) que a primeira cota do volume morto da Cantareira deve terminar em 57 dias, caso o nível siga recuando no ritmo atual.


— [A capacidade de abastecimento da atual cota da reserva técnica] vai até 21 de novembro com o volume que eu tenho — afirmou.

A reserva estratégica começou a ser utilizada no dia 16 de maio deste ano, quando o nível do Cantareira estava em 8,2%. Com a adição do volume morto [que incorporou 18,5% sobre o volume total do sistema de 982,07 bilhões de litros], a quantidade de água do reservatório havia subido para 26,7%.


Na última segunda-feira (22), a Sabesp anunciou que a nova cota do volume morto ampliará em 10,7 pontos percentuais o nível da Cantareira. Com isso, o reservatório contará com mais 106 bilhões de litros. De acordo com nota da Sabesp, "a obra já foi autorizada pelos órgãos reguladores, já está pronta e somente será utilizada se houver necessidade".

Em setembro, o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) estima que a chuva ficará dentro da média esperada, de 67,6 mm. Mesmo assim, como o mês é considerado de estiagem, as chuvas não devem aumentar muito o nível dos reservatórios que abastecem a cidade de São Paulo e região.

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