Médicos prometem paralisação e protesto em vários Estados nesta terça-feira
Segundo Fenam, objetivo é protestar contra o Mais Médicos e chamar atenção para carreira
Saúde|Do R7

Médicos de diversos Estados brasileiros prometem paralisações e protestos nesta terça-feira (8). Segundo a Fenam (Federação Nacional dos Médicos), o objetivo dos atos é chamar atenção para a situação dos profissionais do Mais Médicos no Brasil que, segundo a federação, tiveram "os direitos trabalhistas negados". A intenção é também levantar questões como a falta de carreira médica de Estado no Brasil.
Segundo a Fenam, no Rio da Janeiro haverá manifestação às 10h, na porta da Secretaria Estadual de Saúde do Rio. No Rio Grande do Norte, haverá protesto e paralisação às 16h, no sindicato dos médicos. No Ceará, os profissionais prometem ficar uma hora parados durante o expediente, tanto na rede pública, como na privada. Já na Bahia, haverá uma manifestação no Largo Ondina às 16h.
De acordo com o presidente da federação, Geraldo Ferreira, as paralisações é "uma resposta de indignação da categoria contra o projeto [MP que criou o Mais Médicos]".
— A nossa resistência às agressões do governo federal, mais do que nunca, provam nosso compromisso com o cidadão.
Com falta de registro, 50% dos profissionais do Mais Médicos seguem parados
Nova leva de estrangeiros
Nesta segunda-feira (7), começou o curso da nova leva de médicos estrangeiros do programa Mais Médicos. Para esta segunda etapa foram selecionados 2.180 médicos. Do total de profissionais, 2.000 são cubanos, que chegaram ao Brasil ao longo da semana passada e foram acolhidos em quatro capitais brasileiras, 450 estão em Brasília. A capital brasileira também recebe mais 180 profissionais de outras nacionalidades ou brasileiros que se formaram no exterior.
Mais Médicos: governo gasta R$ 3,7 milhões com profissionais parados
Os médicos vão atuar em municípios com os piores índices de IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal), periferias de capitais e regiões metropolitanas.
Falta de registro
Aptos a trabalharem desde o último dia 22 de setembro, metade dos profissionais selecionados pelo Mais Médicos ainda aguardam a liberação dos registros provisórios para começarem a trabalhar de acordo com o último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde. Até agora, 50% dos quase 650 registros solicitados foram concedidos. De acordo com o secretário de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde, Mozart Sales, conselhos sinalizaram liberar os restante dos registros esta semana:
— Cerca de 50% está com registro concedido e em plena atuação, os outros 50% estão aguardando por parte dos conselhos o registro, temos a sinalização por parte de alguns Estados, que ao longo dessa semana ocorrerá a liberação desses registros, nós esperamos que se dê rapidamente, porque isso prejudica o atendimento a população.















