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Olho seco é mais comum no verão; veja dicas para driblar o problema

Incidência da síndrome aumenta 20% nos dias mais quentes por causa do ar-condicionado

Do R7

Abusar do ar-condicionado aumenta chances de ter olho seco
Abusar do ar-condicionado aumenta chances de ter olho seco Reprodução/ Mogan Andrel

Nos dias mais quentes, o ar-condicionado costuma ser item indispensável nos escritórios. O problema é que ele pode fazer mal se for usado sem moderação, inclusive para os olhos. A OMS (Organização Mundial da Saúde) aponta que a incidência da síndrome do olho seco, por exemplo, aumenta de 10% para 20% no verão entre trabalhadores que abusam do ar-condicionado em ambientes fechados e sem ventilação.

Segundo o oftalmologista do Instituto Penido Burnier Leôncio Queiroz Neto, a higiene precária do ar condicionado facilita a proliferação de vírus, bactérias e fungos em 30% das empresas instaladas no Brasil.

— É isso que explica porque a conjuntivite representa uma das principais causas de afastamento do trabalho durante o verão.

Nessas condições, o ar se torna muito seco e até quem tem produção normal de lágrima pode sentir desconforto ocular. O especialista explica que a exposição diária ao ar seco pode fazer com que o incômodo progrida e se torne crônico. A situação é ainda pior para quem trabalha o dia todo no computador porque piscamos menos, facilitando a evaporação da lágrima.

A síndrome do olho seco é a mudança da qualidade ou quantidade em uma das três camadas da lágrima — oleosa (externa), aquosa (intermediária) e proteica (interna). A baixa umidade dos ambientes refrigerados provoca a evaporação da camada aquosa. Sem lubrificação, os olhos ficam mais vulneráveis à inflamações e infecções.

Clima seco, olho seco! Saiba como driblar o desconforto

Ainda segundo o oftalmologista, o olho seco pode acometer homens e mulheres, mas a população feminina tem duas vezes mais chance de ter o problema, pois a síndrome pode estar relacionada às oscilações no nível do estrogênio durante a fase reprodutiva e à falta dele na pós-menopausa.

Além do ar seco e dos hormônios, outros fatores podem influenciar no aparecimento da síndrome, como medicamentos (descongestionantes, anti-histamínicos, tranquilizantes antidepressivos, diuréticos, pílula anticoncepcional e anestésicos) e doenças (artrite, lúpus, sarcoidose, Síndrome de Sjögren, alergias e Parkinson). A idade também é fator determinante, já que a produção de lágrima é reduzida em 60% a partir dos 65 anos.

Excesso de colírio faz mal

O único colírio indicado na terapia de olho seco é a lágrima artificial que, ao contrário do que muitos imaginam, não é um medicamento inofensivo. O oftalmologista ressalta que o excesso do colírio provoca irritação por causa dos conservantes.

— Como diz o ditado: a diferença entre veneno e remédio é a dose. [Além disso], usar colírio por conta própria pode causar doenças graves como a catarata e o glaucoma que podem levar à cegueira.

A recomendação do especialista é estimular a produção de lágrima. Para isso, é necessário evitar o consumo de carne bovina, gorduras e carboidratos, beber bastante água e incluir fontes de ácidos graxos na alimentação, como semente de linhaça, óleo de peixes e amêndoas, além de frutas, verduras e legumes ricos em vitaminas A e E. Já para as atividades no computador, a recomendação é posicionar a tela 30 graus abaixo da linha dos olhos, fazer pausas de 5 minutos a cada hora de trabalho e piscar voluntariamente.

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