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SP vive situação preocupante com mortes por gripe H1N1

Saúde|Do R7

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O Estado de São Paulo registrou este ano 55 mortes por gripe H1N1, o equivalente a 90% de todos os óbitos registrados no País. Até 12 de maio, dos 388 casos confirmados da doença no País, 328 foram registrados no Estado. "Estamos muito preocupados", afirmou nesta terça-feira, 21, o diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch.

Reuniões de emergência estão sendo realizadas para acompanhar a situação do Estado, por videoconferência. Participam dos encontros integrantes do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual. A estratégia traçada prevê três frentes: ampliar os pontos de distribuição do oseltamivir, o medicamento indicado para evitar a progressão da doença, reforçar com médicos, incluindo os de planos de saúde, a necessidade de se seguir o protocolo de tratamento e orientar a população a buscar atendimento médico.


"Estamos enfrentando um surto. Não será surpresa se houver aumento de casos", reconheceu o coordenador do Controle de Doenças da Secretaria de Saúde de São Paulo, Marcos Boulos. Ele reforça a necessidade de a população não esperar para procurar ajuda. "O remédio é bastante eficaz, mas deve começar a ser utilizado nas primeiras 48 horas do aparecimento dos sintomas ", afirmou.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que não há ainda como se estabelecer as causas do aumento de casos de gripe em São Paulo. Uma das hipóteses é a de que o Estado enfrente este ano um fenômeno ocorrido no Sul, em 2012. Um aumento da circulação do vírus, que afeta principalmente pessoas que ainda não foram vacinadas. "No Rio Grande do Sul, 65% dos óbitos ocorreram em pessoas que deveriam ter sido vacinadas. Das mortes, apenas 4% tomaram oseltamivir nas primeiras 24 horas."


Campanha

A Campanha Nacional de Vacinação contra gripe começou em 15 de abril e terminou dia 10 de maio. Em São Paulo, a imunização foi prorrogada até dia 29. A cobertura vacinal até agora foi de 85,7%. Padilha informou que, quando a campanha começou, já havia registro de mortes em São Paulo. Isso, no entanto, não indica que a imunização tenha começado tardiamente. "A vacina tem um pico de efeito protetor. O cálculo é feito para que esse período coincida com pico do inverno."


Maierovitch observa que a campanha deste ano foi antecipada em relação aos anos anteriores. "Mas este ano a epidemia começou mais cedo", afirmou.

A taxa de mortalidade por H1N1 é de 16% no Estado, um índice considerado alto pela secretária de Vigilância em Saúde do Ministério, Sônia Brito. O secretário estadual avalia que parte desse indicador é fruto da falta de procura por atendimento. Ele afirmou que o Estado de São Paulo tem estoques suficientes do medicamento. Padilha, por sua vez, afirmou que há oseltamivir suficiente para o País.


Serviço

Crianças de até dois anos, trabalhadores de saúde, gestantes, mulheres até 45 anos depois do parto, indígenas, idosos e pessoas com doenças que aumentam o risco de complicação de gripe, como a respiratória crônica, diabetes e pessoas transplantadas.

Lígia Formenti

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