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Varíola do macaco será rebatizada em breve, diz diretor-geral da OMS

Em meio ao avanço do surto global, especialistas discutem novos nomes para o vírus, para os dois clados genéticos dele e para a doença que causa

Saúde|Do R7

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Vírus é semelhante ao da varíola tradicional, erradicada na década de 1970
Vírus é semelhante ao da varíola tradicional, erradicada na década de 1970

O diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou nesta terça-feira (14) que o vírus da varíola do macaco (monkeypox, em inglês) receberá um novo nome. 

"A OMS está trabalhando com seus parceiros e especialistas em todo o mundo para mudar o nome do vírus monkeypox, seus clados e a doença que ele causa. Nós faremos o anúncio dos novos nomes o mais breve possível."


Os clados citados por ele são duas variações genéticas que definem os vírus que circulam no continente africano: o da África Ocidental (associado ao surto atual) e o da Bacia do Congo (mais letal).

Desde o surgimento da Covid-19, a OMS tem trabalhado para evitar que doenças estejam associadas a seus possíveis locais de origem. 


O próprio nome "varíola do macaco" não tem relação com o fato de macacos transmitirem o vírus – eles também são vítimas. Acredita-se que os hospedeiros naturais dos patógenos sejam roedores. 

O vírus e a doença foram assim nomeados porque foram vistos pela primeira vez, em 1958, em primatas que eram usados para estudos na Dinamarca. O vírus só foi detectado em humanos em 1970. 


O surto atual é o maior já visto fora do continente africano. Em diversos países, pessoas começaram a adoecer sem terem nenhuma ligação aparente com viagens à África. 

O casos contabilizados pela plataforma de monitoramento em tempo real Global.health (organizada por pesquisadores de universidades como Harvard e Oxford) já chegam a mais de 1.700 em quase 40 países, inclusive o Brasil. 

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