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Brasil tem pesquisa e inovação abaixo da média mundial

País aumentou participação no campo científico, mas teve queda no registro de patentes

Tecnologia e Ciência|Do R7

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Brasil registrou aumento de participação no campo científico
Brasil registrou aumento de participação no campo científico

O Brasil aumentou sua participação no campo científico entre os anos de 2003 e 2012, subindo de 1,7% para 2,7%. O desempenho, entretanto, ainda está abaixo da expectativa mundial. Além disso, o País teve queda em inovação, com taxa de invenções abaixo da média global e de outros países do BRIC – grupo do qual fazem parte Brasil, Rússia, Índia e China.

As informações são do relatório de Pesquisa e Inovação do G20, divulgado pela unidade de Negócios de Intellectual Property & Science da Thomson Reuters. O relatório investiga a pesquisa científica e informações de patentes do grupo de países para prover ideias sobre estratégias globais das economias mais importantes do mundo.


Os trabalhos de pesquisa no Brasil aumentaram cerca de três vezes mais rápido que a média mundial entre 2003 e 2012, atingindo uma taxa de crescimento de 145% contra um aumento global de 50% no mesmo período. Apesar de resultar no aumento de participação brasileira no mundo científico, o Brasil ainda está abaixo da média mundial de 30%.

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O campo em que o Brasil teve maior participação entre 2008 e 2012 foi o das ciências agrárias, em que o País contribuiu com 8,3% das pesquisas. Entretanto, o impacto desses estudos no mundo científico foi de apenas metade da média global e está entre os mais baixos em comparação com outras áreas.

Ainda assim, as ciências agrárias aparecem como o segundo melhor campo de estudo para o Brasil em termos de produção de artigos altamente citados produzidos entre 2002 e 2011. Ciências ambientais e ecologia ficaram em terceiro lugar.


O campo das chamadas ciências físicas, em que estão incluídas as ciências naturais, e da astronomia foram áreas em que o Brasil mostrou certa força e impacto por meio de citações científicas.

Em inovação o Brasil não teve avanços significativos. A média brasileira de 4 mil pedidos de patente por ano é menor que a de outros países do BRIC, especialmente a China. A média do País, entretanto, é maior que em outros países da América do Sul que fazem parte do G20, como Argentina e México.


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Notou-se que a maioria das patentes registradas no Brasil não foram inventadas no País. Muitos pedidos de patente são feitos para proteger invenções de fora já existentes no mercado brasileiro. Em termos de tecnologia, a maior participação brasileira em relação à produção mundial de patentes fica nas áreas de agricultura e alimentos e transporte e armazenamento de petróleo.

Pesquisas no mundo

O estudo, que analisou padrões de citação em trabalhos de pesquisa e os portfólios de patentes do G20 ao longo de um período de dez anos, descobriu que os mercados emergentes, notavelmente a China e a ìndia, têm feito progressos para reduzir o déficit de pesquisa e inovação em comparação com os países desenvolvidos.

A pesquisa também descobriu que enquanto ambas as nações emergentes e desenvolvidas expandiram dramaticamente a capacidade de investigação total do mundo ao longo da última década, os Estados Unidos e a União Europeia começaram a perder terreno globalmente em novas pesquisas. Os Estados Unidos também começaram a mostrar quedas na influência global total de pesquisa.

Entre os países desenvolvidos, Austrália, França e Grã-Bretanha mostraram os maiores ganhos de influência científica.

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