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“Conhecimento não é nada sem imaginação”, comenta Bruce Dickinson na Campus Party 2014

Vocalista do Iron Maiden fala sobre empreendedorismo, criatividade, fãs e pirataria

Tecnologia e Ciência|Tiago Alcantara, do R7

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O cantor e empresário também falou da diferença entre fã e consumidor, mesmo caso de sua banda e a Apple
O cantor e empresário também falou da diferença entre fã e consumidor, mesmo caso de sua banda e a Apple

Com imaginação, um homem um dia pensou que poderia ir até a Lua e visualizou a viagem para lá, mesmo antes de existir formas de voar. Esse foi o motivo dado por Bruce Dickinson para incentivar que os jovens empreendedores invistam em criatividade. O cantor do Iron Maiden abriu a rodada de palestras magistrais da Campus Party 2014, nesta terça-feira (28).

Mais cedo, o artista britânico realizou uma coletiva para imprensa e contou sobre sua evolução no mundo dos negócios. Há dois anos atrás, ele era um piloto contratado de uma empresa de aviação e, atualmente, Bruce é sócio de seu ex-chefe no ramo da aviação comercial.


É melhor ter fãs

O artista explica que muitas empresas se enganam ao pensar que seu negócio é vender algo, como uma “vaca, software ou serviços”. Para Dickinson, as empresas vendem uma relação com a pessoa que compra. Por esse motivo, o ideal é transformar seus consumidores em fãs e seguidores.


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— Se vendêssemos camisetas do Iron Maiden que estragassem depois de lavar, nossos fãs rapidamente se tornariam consumidores. Eu odeio consumidores, porque consumidores têm uma escolha, eles podem ir para outro lugar. E nós queremos que os consumidores sejam fãs.


Aproveitando a fala sobre marcas e o culto que há em torno de algumas companhias e produtos, Dickinson explica que ficou distante por muito tempo da Microsoft e do Windows.

— Eu não tinha uma relação com Bill Gates e o "Império do mal", na época. Bill Gates não é o “Império do mal”, na realidade, ele está dando todo seu dinheiro. Já Steve Jobs era um visionário, criando produtos com um design incrível, mas a Apple está começando a entrar em um espaço confuso com seus fãs virando consumidores.

Além disso, Bruce ainda disparou contra o novo smartphone da gigante de Cupertino em seu exemplo.

— O novo iPhone é um saco. O iPhone 4 é o melhor de todos, por que mudá-lo?

Outro exemplo bem humorado de Dickinson são os tradicionais celulares da Nokia.

— Esse é o telefone que inventou a Finlândia. Antes dele existir, não havia quem conhecesse o país. Impérios surgem e caem, por isso é melhor as empresas cuidarem do relacionamento para que seus fãs não virem consumidores.

Pirataria

O vocalista afirma que as gravadoras tornaram seus consumidores em criminosos e acusou o compartilhamento de arquivos de ter acabado com a indústria, no lugar de construir um relacionamento com os consumidores e perceber a mudança.

— As coisas não se mantém o mesmo. As bandas têm fãs, mas as gravadoras têm consumidores. Ninguém liga se uma gravadora quebra, mas os fãs ficam chateados se a banda não fizer mais música.

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