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36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos apresenta inovações tecnológicas para o mundo do agro

Evento marca um novo começo para o cultivo no Rio Grande do Sul, após retração no ano de 2025

Arroz: Energia que une o Brasil|R7 Conteúdo e Marca

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Rio Grande do Sul responde por cerca de 70% da produção nacional de arroz e mantém a liderança no país Cassiane Osório/ Seapi

A 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas foi realizada nesta quinta-feira (26), em Capão do Leão, na Zona Sul do Estado do Rio Grande do Sul. O ato simbólico reuniu autoridades, produtores e representantes de entidades do setor.

A solenidade contou com a presença do secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Edivilson Brum, representando o governador Eduardo Leite; o presidente do Irga, Alexandre Velho; e o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul, Denis Nunes.


A Abertura da Colheita do Arroz e Grãos aconteceu em meio a um cenário de retração na área plantada no Rio Grande do Sul. Segundo dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), a safra 2025/2026 registra 891.908,5 hectares cultivados, uma redução de 8,06% em relação ao ciclo anterior, quando foram semeados 970.194 hectares.

Durante a cerimônia, o secretário destacou o peso estratégico da cultura para a economia gaúcha, ressaltando que a atividade movimenta cadeias produtivas e gera empregos diretos e indiretos. Segundo ele, a colheita representa um dos momentos mais aguardados pelos produtores e tem impacto também para consumidores e para o Estado.


A redução da área plantada, conforme o presidente do Irga, está relacionada às dificuldades enfrentadas pelos produtores em 2025, como acesso restrito ao crédito e aumento dos custos de produção. Para a Federarroz, a diminuição da área foi resultado de uma campanha conduzida pelo setor com o objetivo de equilibrar oferta e demanda e garantir maior sustentabilidade ao mercado.

O Rio Grande do Sul responde por cerca de 70% da produção nacional de arroz e mantém a liderança no país. No contexto da agricultura estadual, o cereal é o segundo produto em importância econômica, atrás apenas da soja.


A lavoura do futuro

Inovações no campo promovem safras mais resistentes e adaptadas para a realidade do estado Cassiane Osório/ Seapi

Nesta edição, o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) apresentou três avanços tecnológicos que abrangem diferentes frentes de atuação, como o Sistema Arroz RS14, e ações de melhoramento genético.

O engenheiro agrônomo e coordenador regional do Irga na Zona Sul, Igor Kohls, afirma que as vitrines permitem ao público acompanhar, na prática, os resultados das pesquisas desenvolvidas pela instituição e se aproximar dos avanços disponíveis no mercado.


Um dos focos é a chamada “lavoura do futuro”, conceito que propõe sistemas integrados de produção. A iniciativa contempla a rotação de culturas com soja e milho e, neste ano, incorpora pastagens de verão. A proposta busca diversificar a produção e ampliar a sustentabilidade econômica e agronômica das propriedades.

No campo do melhoramento genético, o Irga apresenta quatro modelos já disponíveis aos produtores, além de cinco linhagens promissoras em fase de testes, reforçando a aposta em materiais mais produtivos e adaptados às diferentes realidades do Estado.

O canal Arroz: Energia que une o Brasil é uma iniciativa do IRGA (Instituto Rio Grandense do Arroz) e Governo do Rio Grande do Sul.

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