Brasil cria centro de pesquisa para combater o greening na citricultura
Novo centro busca soluções inovadoras contra a doença que ameaça laranjais
Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
O Brasil deu um passo significativo no combate ao greening com a criação do CPA Citros (Centro de Pesquisa Aplicada em Inovação e Sustentabilidade da Citricultura). O projeto é uma parceria público-privada que pretende enfrentar o maior desafio da citricultura mundial. O centro se destaca por ser uma rede global composta por 19 instituições de pesquisa e mais de 70 pesquisadores brasileiros e de outros sete países.
Em entrevista ao Record News Rural desta quinta-feira (15), Juliano Ayres, diretor-executivo do FundeCitrus (Fundo de Defesa da Citricultura), explica que o novo centro representa uma inovação no setor. Diferente dos modelos anteriores focados apenas em pesquisas isoladas, este consórcio une produtores, indústria e governo para buscar soluções contra o greening. Com um investimento previsto de R$ 200 milhões ao longo de dez anos, espera-se formar novos especialistas por meio do apoio a 130 bolsistas durante o período.

“Nós estamos buscando nesse centro as mentes mais brilhantes que existem para atuar em todas as frentes para buscar a solução desse problema. Então é um avanço muito grande. [...] Esse centro vai estudar todos os aspectos, como que o inseto adquire e transmite a doença, qual a melhor forma de combatê-lo, se há maneiras para buscar uma cura dessa planta, a planta resistente”, explica.
O CPA Citros pretende investigar todos os aspectos relacionados à transmissão e controle do greening, que afeta as plantações ao redor do mundo. Em São Paulo, estado brasileiro mais prejudicado pela doença, cerca de 47% das plantas estão contaminadas. Apesar disso, o especialista explica que ainda há uma boa produtividade na região. “Apesar do greening ter um índice de próximo de 47% de plantas doentes, ainda ele tem produtividades muito boas, estamos produzindo quase 300 milhões de caixas laranjas e nós estamos conseguindo aprender rapidamente como manejar essa doença”, diz.
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A iniciativa também reforça o papel pioneiro do Brasil na luta contra essa praga presente há décadas em diferentes regiões antes mesmo de chegar às Américas nos anos 2000. “Essa doença é centenária, ela está na Índia, na China, onde ela é proveniente, há mais de cem anos. Na América ela foi detectada em 2004 no estado de São Paulo, em 2005 na Flórida. A Flórida saiu de uma safra de 200, 240 milhões de caixa, há 20 anos atrás, para 15 milhões agora, ela está produzindo 6%, 7% do que produzia no passado”, afirma.
Além das medidas já adotadas pelos agricultores brasileiros, como inspeção regular das plantações e uso controlado dos insetos transmissores, o esforço conjunto entre ciência e tecnologia promete fortalecer mais a sustentabilidade deste setor econômico, responsável por grande parte das exportações globais brasileiras relacionadas aos cítricos.
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