Café brasileiro adota novo selo de sustentabilidade e se consolida como maior produtor do mundo
Conceito amplia a sigla ESG e inclui a letra “T”, que representa tradição e transformação por meio da tecnologia
Agronegócios|Do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
O Brasil se consolida como o maior produtor e exportador mundial de café ao adotar práticas sustentáveis aliadas à tecnologia. Recentemente, os cafés do país receberam um selo ESG+T. Este conceito amplia a tradicional sigla ESG (ambiental, social e governança) com a inclusão da letra “T”, que representa a tradição e a transformação através da tecnologia.
Em entrevista ao Record News Rural desta terça-feira (23), Raquel Miranda, assessora da Comissão Nacional do Café da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), explica que o país é líder em qualidade e consistência na produção de café sustentável há quase 300 anos. Este reposicionamento pretende comunicar melhor as práticas já existentes no setor cafeeiro brasileiro para o mercado global.

“O ESG+T surgiu de todo um estudo de reposicionamento da marca, que todo setor acompanhou isso durante quase um ano. [...] Nós temos também tecnologia, que é o que nos diferencia das outras origens de café, é a tecnologia no campo, para a colheita mecanizada, para produzir mais sem aumentar a área produtiva. Nós exportamos para o mundo em termos de maquinário, em termos de materiais genéticos, em termos de conhecimento científico, na cafeicultura, o Brasil exporta ciência e tecnologia para o mundo”, conta.
O Brasil reduziu em 40% sua área destinada ao cultivo de café enquanto aumentou sua produtividade em mais de 130%, graças aos investimentos em ciência agrícola e melhorias genéticas. Além disso, o setor promove impacto positivo nas regiões produtoras por meio de inclusão social e proteção ambiental.
“Se a gente olhar para o pico de área que nós tivemos em toda a história histórica, que foi em 1989, onde tinha 2,4 milhões de hectares, se a gente olhar para esse ano, como é que foi o pico de área que nós tivemos no Brasil, nós reduzimos mais de 40%, e aumentamos em mais de 131% a nossa capacidade produtiva. Então nenhuma outra origem no mundo conseguiu essa proeza de reduzir tanto a área plantada de café e aumentar exponencialmente a sua capacidade produtiva”, explica.
Além disso, o setor cafeeiro impacta nas regiões produtoras, com inclusão social, práticas trabalhistas justas, melhoria do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), e proteção ativa dos biomas das diversas origens produtoras. “Nós temos dados do Índice de Desenvolvimento Humano, que ele é mais alto em cidades onde a carga é forte, comparado com outros municípios da mesma região, da mesma micro região, então o café traz sustentabilidade ambiental, sustentabilidade social, que traz bem-estar, não só para a vida do produtor, mas também para a vida do trabalhador, para a vida das pessoas das cidades”, finaliza.
O Brasil produziu, na safra 2024/2025, 52,2 milhões de sacas de 60 quilos de café, representando 31% da produção mundial. Além disso, o país possui um dos maiores bancos de germoplasma de café do mundo, com aproximadamente 5.000 acessos. São plantas de origem com características genéticas e fenotípicas próprias, tornando uma referência em cafeicultura.
O PlayPlus agora é RecordPlus: mais conteúdo da RECORD NEWS para você, ao vivo e de graça. Baixe o app aqui!













