Entenda por que o setor de máquinas agrícolas enfrenta um momento de baixa
Expectativas para 2026 são limitadas; representante da Abimaq analisa o cenário atual
Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS
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O setor de máquinas agrícolas registrou um crescimento de aproximadamente 8% em 2025. No entanto, as projeções para 2026 indicam um desempenho mais tímido. Em entrevista ao Record News Rural desta quinta-feira (8), Pedro Estevão, presidente da Câmara de Máquinas Agrícolas da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), diversos fatores estão influenciando essa expectativa.
O especialista coloca o ano como ruim para o setor. “O ano de 2025, historicamente, ele é um ano de um perfil de venda não tão alto, ou seja, considerado baixo, porque nos anos bons, lá em 2022, 2023, a gente chegou a faturar R$ 99 bilhões, em 2023 faturou R$ 77 bilhões e agora em 2025 a gente está faturando R$ 67 bilhões, ou seja, está bem abaixo do que seria um ano muito bom”, explica.

Em 2025, o faturamento do setor também foi impactado principalmente pelos preços baixos das commodities como soja e milho no mercado internacional. “Se a gente for lá na bolsa de Nova York, soja está a US$ 10 o bucho, que é 27 kg, nos bons anos isso estava a US$ 17, então o preço estava muito, muito acima, ou seja, a rentabilidade do pessoal que plantava soja e milho era muito alta. E agora está numa rentabilidade menor, um excesso de oferta mundial de soja e milho faz com que o preço caia. Os agricultores não estão tendo prejuízo, mas você tem uma rentabilidade menor”, contextualiza Estevão.
Para este ano, espera-se um aumento modesto nas vendas. “Nossa previsão inicial era um aumento de 3,4%. É um aumento bastante pequeno, porque a gente não consegue enxergar nenhum gatilho que faça que o mercado melhore do estado atual”. Para Estevão, a falta de perspectivas para uma recuperação significativa nos preços das commodities e na redução das taxas de juros contribui para esse cenário conservador.
Apesar das dificuldades, o presidente destaca que estruturalmente o Brasil está bem posicionado no mercado global agrícola. “Estamos vivendo um período que a gente chama um pouco de baixa, mas é uma baixa que a gente chama conjuntural, não estrutural. Estruturalmente nós estamos bem. E se você olhar a longo prazo, o Brasil tem que crescer as exportações. Quando falamos prazo em torno de 10 anos, teria que comentar as nossas exportações em torno de 30%, ou seja, tem muito mercado para crescer”, finaliza.
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