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Exportações brasileiras de suco de laranja caem no segundo semestre de 2025; entenda os motivos

Queda nos embarques é atribuída a preços altos e retração na demanda europeia

Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Exportações brasileiras de suco de laranja caem 8,1% no segundo semestre de 2025.
  • Queda é atribuída a preços altos e diminuição da demanda, especialmente na Europa.
  • A Europa reduziu suas importações em quase 32%, enquanto a China e Japão também enfrentaram quedas significativas.
  • Expectativas positivas com o Acordo Mercosul-União Europeia podem impulsionar as exportações nos próximos anos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Os embarques brasileiros de suco de laranja registraram uma queda significativa no último semestre de 2025, o que equivale ao primeiro semestre da safra 2025/2026. O volume caiu 8,1%, enquanto a receita teve uma redução superior a 23%.

Em entrevista ao Record News Rural desta segunda-feira (19), Ibiapaba Neto, diretor-executivo da CitrusBR, explicou que essa retração está ligada aos aumentos nos preços durante o ciclo anterior (safra 2024/2025), que impactaram negativamente a demanda global.


Nos Estados Unidos, apesar das dificuldades tarifárias iniciais impostas por Donald Trump, o setor conseguiu se manter competitivo Reprodução/Record News

“Foram os maiores preços já registrados no setor, tanto para compra de fruta aqui no Brasil, quanto para venda de suco no mercado internacional. Isso tem um efeito deletério sobre a demanda. O consumidor, quando ele é impactado por aumentos de preço, que são muito expressivos, ele pula fora da categoria e acaba procurando outras opções mais baratas. E agora, por conta disso, a gente enfrenta esse período de retração na demanda, principalmente na Europa”, explica.

Nos Estados Unidos, apesar das dificuldades tarifárias iniciais impostas por Donald Trump, o setor conseguiu se manter competitivo. “Com a tarifa de 10% somada à tarifa de US$ 415 por tonelada que o setor já enfrenta há décadas, foi possível manter os embarques. E depois, nesse último anúncio agora do final do ano do governo Trump, o setor foi excluído também da tarifa de 10% e voltamos à vida normal”, complementa Neto.


Devido a isso, e à produção interna da Flórida diminuindo ao longo dos anos (de cerca de 250 milhões para apenas 11 milhões de caixas), houve espaço para aumentar tanto o volume quanto a receita das exportações brasileiras.

A Europa é o segundo destino de exportação do suco de laranja e enfrentou uma diminuição de quase 32% em volume de importação e mais de 40% em receita. “Europa foi o principal destino das exportações brasileiras. Em dado momento, a Europa chegou a ter mais de 65% de participação nas exportações brasileiras. [...] Houve uma mudança estrutural, parte por conta do que a gente já falou, da necessidade americana de importar mais suco pela deficiência da Flórida”, contextualiza.


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Além disso, mercado asiático apresentou desafios semelhantes. A China e o Japão reduziram significativamente suas importações devido à elasticidade dos preços elevados. “A China teve uma redução de 45% em volume, receita de 17%, o Japão importou mais de 5.000 toneladas, uma redução de mais de 50% em volume e uma retração de 60% mais ou menos em receita”, diz o especialista.

Segundo Neto, ainda há expectativas positivas relacionadas ao Acordo Mercosul-UE que pode melhorar margens futuras através da redução gradual das tarifas sobre importação do produto no bloco europeu, podendo gerar até US$ 300 milhões adicionais nos próximos anos segundo projeções setoriais divulgadas por especialistas envolvidos nesta indústria.

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