Importação de tilápia supera pela primeira vez a exportação brasileira e preocupa setor
Principal motivo para o aumento é a competitividade dos preços do produto vietnamita no mercado brasileiro
Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS
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Pela primeira vez na história, o Brasil importou mais tilápia do que exportou. Em fevereiro deste ano, foram adquiridas 1.300 toneladas de filé da espécie vindas do Vietnã. Segundo dados da associação Peixe BR, quando convertido em peixe vivo, o volume ultrapassa quatro mil toneladas, o que representa cerca de 6,5% da produção mensal nacional.
O principal motivo para o aumento das importações é a competitividade dos preços do produto vietnamita no mercado brasileiro. O filé importado chega ao país com valores entre R$ 25 e R$ 29 por quilo, números próximos aos custos da matéria-prima nas indústrias locais.

De acordo com o presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros, questões tributárias se tornam um entrave para a produção brasileira, já que muitos estados não cobram ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o produto importado, mas mantêm essa cobrança para a tilápia nacional.
Para ele, as autoridades federais precisam analisar os riscos das operações comerciais internacionais e ajustar as taxas aplicadas aos produtos importados. “Continuando assim, a gente não vai muito longe com o nosso negócio, não tem como. O consumidor acaba se decidindo pelo produto mais barato”, afirma.
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Além disso, Medeiros destaca que, desde 2004, a entidade tem alertado o Ministério da Agricultura com relação ao risco sanitário da tilápia do Vietnã, já que os protocolos produtivos permitidos no país asiático são proibidos no Brasil devido às normas locais mais restritivas.
“Enfermidades comprovadas pelos organismos internacionais que existem no Vietnã e que não têm aqui no Brasil colocariam em risco toda a nossa atividade. Da porteira para dentro, nós temos a piscicultura, a tilapicultura mais competitiva do mundo, mas da porteira para fora, temos o pior ambiente de trabalho do mundo para se produzir”, salienta.
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