O que é a agricultura tropical, modelo que o Brasil quer apresentar ao mundo na COP30
Em entrevista à RECORD NEWS, enviado especial para o evento destaca o papel do setor na redução das emissões de gases do efeito estufa
Agronegócios|Do R7
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Às vésperas da COP30, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, que será realizada em Belém, o Brasil se prepara para apresentar ao mundo a agricultura tropical, modelo que alia produção de alimentos, energia e tecnologia à preservação ambiental.
Em entrevista ao Record News Rural, nesta quinta-feira (6), Roberto Rodrigues, professor emérito da FGV Agro e enviado especial para o evento, destaca o papel do setor na redução das emissões de gases de efeito estufa e na garantia da segurança alimentar global.
“A agricultura sequestra carbono, portanto reduz as emissões de gases de efeito estufa, que são aqueles que acabam provocando o aquecimento global. [...] Alguns setores são mais sequestradores do que outros, outros são mais emissores, mas, de maneira geral, a agropecuária brasileira é muito sustentável, competitiva e eficiente”, explica.

Em meio aos preparativos para o encontro global, Rodrigues entregou um documento ao presidente da COP30, André Lago, que conta a história do setor no país e apresenta a possibilidade de replicar o modelo para outros países do cinturão tropical — que inclui América Latina, África e parte da Ásia.
“O mundo tropical pode ser o responsável pela segurança alimentar, mas não só isso, energética também. E aqui, de novo, o modelo brasileiro é espetacular. A matriz energética é 50% sustentável, o mundo é 15%, um 1% da nossa”, ressalta.
Para o especialista, sediar a COP30 é oportunidade para o país ser um grande protagonista mundial de um programa de segurança continental. “Alimentar o mundo é garantir a paz também no mundo. Isso é o que o Brasil quer mostrar”, conclui.
COP30
A partir da próxima segunda-feira (10), os olhos do mundo estarão em Belém do Pará, para a realização da COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima). Com a presença confirmada de 143 delegações no evento e expectativa de 55 mil participantes, a conferência visa buscar novos rumos para o enfrentamento do clima no mundo e colocar em prática projetos discutidos nos encontros anteriores.
Com a floresta Amazônica de fundo, o evento traz as lideranças mundiais para um debate sobre transição energética e utilização de combustíveis fósseis, além das metas para evitar que o planeta não ultrapasse o limite de 1,5 °C de aquecimento nos próximos anos. Outro ponto que deve entrar no debate das delegações são as responsabilizações dos entes poluentes e meios de ajuda aos países em desenvolvimento que mais sofrem com os efeitos das mudanças climáticas.
Apesar de um evento de escala global, a edição deste ano não deve contar com a presença de alguns chefes de Estado, como o americano Donald Trump e seu par argentino, Javier Milei. A ausência dos líderes pode ser vista com preocupação, uma vez que ambos os presidentes vêm tecendo críticas acerca dos papéis de cada país no financiamento de projetos para a mitigação dos avanços das alterações no clima.
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