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Queda no rebanho bovino dos EUA pode beneficiar pecuária brasileira

Departamento de Agricultura norte-americano anunciou que o rebanho do país atingiu seu menor nível em 75 anos

Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O rebanho bovino dos Estados Unidos caiu para seu menor nível em 75 anos, com impacto no mercado global.
  • Fatores como custos elevados e altas taxas de juros contribuíram para a diminuição do rebanho no país.
  • O Brasil pode se beneficiar com esta situação, consolidando-se como um jogador importante na pecuária global.
  • É essencial investir em eficiência produtiva e qualidade para aumentar a competitividade da carne brasileira no mercado internacional.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos anunciou que o rebanho bovino do país atingiu seu menor nível em 75 anos. Essa queda levanta questões sobre os impactos no mercado global e nas negociações da pecuária brasileira.

Em entrevista ao Record News Rural, Thiago Bernardino, coordenador de pecuária do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), analisou a situação e destacou que a diminuição para cerca de 86 milhões de cabeças se deve a fatores como custos elevados e altas taxas de juros nos EUA.


Três vacas lado a lado, ambas de pelugem, sendo uma num tom de caramelho mais claro, a do meio preta e a da direita um marrom. Ambas estão em um pasto.
Para o Brasil, cenário de queda no rebanho americano representa oportunidade estratégica para o setor Reprodução/Record News

“Quando a gente fala do rebanho bovino, então vamos trazer números em torno de 90, 96 milhões de cabeças e chega nesse nível, 86, em média. [...] A questão de custos altos elevados, assim como taxa de juros mundiais elevados, o dinheiro ele fica caro, então quando eu tenho uma tomada de decisão do pecuarista, eu deixo meu dinheiro empregado no sistema produtivo de médio longo prazo, que é a pecuária de corte”.

Para o Brasil, esse cenário representa uma oportunidade estratégica. Apesar das altas taxas de juros internas também desafiarem os produtores brasileiros, o país tem se consolidado como um player importante no setor devido à sua capacidade produtiva e adaptação às condições adversas. “Então realmente o Brasil, de todo o investimento que fez e todo o avanço da pecuária de corte brasileira, ele se tornou realmente um dos mais importantes players, logicamente não o maior, a gente está falando especialmente carne bovina”, explica.


Segundo Bernardino, os Estados Unidos sempre foram referência tecnológica para a pecuária brasileira desde as décadas passadas. Com isso, o intercâmbio tecnológico ajudou na evolução da produção nacional ao longo dos anos. Hoje, com uma produção mais padronizada e eficiente, o Brasil está bem posicionado para suprir as lacunas deixadas por outros grandes players globais.

“O Brasil vem conseguindo crescer mais e suprir esse cenário externo aí, ou lacunas deixadas pelos Estados Unidos, eventualmente Argentina, Austrália. Olha, a gente no passado importava e hoje nós exportamos, produzimos, somos grandes quando é assunto da carne bovina”, comenta.


Além disso, o coordenador ressaltou que é importante continuar investindo em eficiência produtiva e qualidade dos cortes para aumentar ainda mais a competitividade internacional da carne brasileira.

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