Logo R7.com
RecordPlus

‘Setor acompanha com apreensão’, diz presidente da Abrafrutas sobre conflito no Oriente Médio

Jorge de Souza relata dificuldades logísticas enquanto instituição monitora riscos nas principais rotas marítimas do Golfo

Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A guerra no Oriente Médio aumenta o custo do transporte, afetando as exportações brasileiras de frutas.
  • Jorge de Souza, da Abrafrutas, expressa apreensão devido à tensão nas rotas comerciais com países árabes.
  • Operações logísticas, como a safra da maçã, estão sendo prejudicadas pelo conflito.
  • O setor clama por um cessar-fogo para normalizar as relações comerciais e as exportações.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A entressafra está ajudando a limitar os impactos da guerra no Oriente Médio sobre as exportações brasileiras de frutas. O conflito encareceu o petróleo, elevando o custo do transporte no comércio internacional. Apesar disso, os embarques da fruticultura nacional se concentram no segundo semestre do ano.

Em entrevista ao Record News Rural, Jorge de Souza, gerente técnico da Abrafrutas (Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados), explica que o setor brasileiro acompanha a tensão com cautela, já que mantém diversos negócios com países da região.


Jorge de Souza explica que, devido à tensão nas rotas comerciais, safras de frutas estão sendo prejudicadas Reprodução/ Record News

“O setor acompanha com apreensão, uma vez que nós temos negócios diretamente com vários países do mundo árabe. Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, e também porque a rota do Mar Vermelho [...] é uma rota muito importante que agora não sofre tanto quanto a rota do golfo Pérsico e do estreito de Ormuz, mas sofre também, principalmente porque os Houthis do Iêmen começaram também a entrar militarmente no conflito”, afirma.

Souza também explica que, devido à tensão nas rotas comerciais, operações logísticas de safras como a da maçã estão sendo prejudicadas em função da guerra. Ele reitera que o setor torce para que o cessar-fogo ocorra, permitindo a normalização das exportações de frutas.


“Estamos iniciando a safra de maçã e temos demandas desta fruta para a região do Oriente Médio e para a própria Índia, e evidentemente as operações logísticas estão prejudicadas em função desse conflito. Obviamente, não há muito o que se fazer; temos que aguardar, e o setor todo está torcendo aqui para que o cessar-fogo ocorra e a gente possa normalizar essas relações comerciais”, pontua.

Search Box

Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.