Vice-presidente da Ibraoliva prevê supersafra com até 1 milhão de litros de azeite
Após enfrentar desafios climáticos nos últimos anos, setor está bastante otimista para 2026
Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS
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O Brasil se prepara para uma safra promissora de azeite em 2026 após enfrentar desafios climáticos nos últimos anos. A expectativa é superar a marca dos 640 mil litros produzidos em 2023 e atingir até 1 milhão de litros. Em entrevista ao Record News Rural desta quinta-feira (29), Solange Neves, vice-presidente do Ibraoliva, destaca que as condições climáticas favoráveis na primavera deste ano contribuíram significativamente para essa previsão otimista.
“Nós tivemos nos últimos anos muitas chuvas, mudanças climáticas que afetam diretamente a agricultura. E isso afeta a produção da oliveira. Este ano, nós temos uma safra maravilhosa. A natureza nos abençoou e vamos ter, sim, uma supersafra”, comenta.

Nos últimos anos, o excesso de chuvas prejudicou as safras anteriores devido ao impacto negativo nas oliveiras durante a floração. No entanto, este ano apresentou clima seco e frio adequado tanto no Sul quanto no Sudeste do país. “Tivemos o tempo de frio necessário e estamos com um clima seco também necessário. Então, este ano, a esperança é essa. Não queremos dar números exatos, afinal, a colheita vai começar, ela se inicia nos próximos dias, mas queremos superar essa safra, e quem sabe, chegarmos a um milhão”, explica. A colheita está programada para começar em fevereiro nas principais regiões produtoras e deve atingir seu pico em março.
A produção brasileira atende apenas 1% da demanda interna por azeite. Segundo a especialista, o setor enfrenta desafios como infraestrutura precária e necessidade de políticas públicas que incentivem o desenvolvimento sustentável da olivicultura. Apesar disso, o azeite brasileiro tem conquistado prêmios internacionais pela sua qualidade superior comparada aos produtos importados.
“O azeite brasileiro, ele é daqui. O brasileiro fica com o melhor. Enquanto muitos azeites que chegam ao Brasil, vindo principalmente da Europa, é o refugo. É aquilo que o consumidor europeu não levou para a sua mesa. Aqui não”, esclarece.
Por fim, a vice-presidente aconselha consumidores a verificarem sempre a data de envase dos produtos adquiridos para garantir frescor máximo, fator que impacta na qualidade nutricional do óleo extraído localmente em relação aos concorrentes estrangeiros disponíveis comercialmente hoje dentro território nacional.
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