‘Voltamos para o jogo’, diz diretor da Abics sobre redução da tarifa dos EUA para o café solúvel
Diminuição traz alívio ao setor no Brasil e deve auxiliar o país a retomar posição no mercado
Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
A Abics (Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel) vê com otimismo a mudança na configuração do tarifaço dos Estados Unidos. Após decisão da Suprema Corte, Donald Trump instituiu uma tarifa global de 10%. Anteriormente fixada em 50% para esse item, a taxa dificultava a competitividade do produto brasileiro no mercado norte-americano.
Em entrevista ao Record News Rural, Aguinaldo Lima, diretor-executivo da associação, destacou que a redução permite que o Brasil retome a posição no mercado.

“A gente ganhou oxigênio, né? Na verdade, nós voltamos para o jogo. [...] Nos seis meses de aplicação de tarifa, nós perdemos 50%, e a angústia era que todo mês se perdia uma fatia de mercado ocupada gradativamente pelos concorrentes”, explica.
Nos últimos seis meses, o Brasil perdeu cerca de metade do volume exportado aos EUA. Lima diz que essa situação ameaçava transformar o país em um parceiro comercial residual após décadas como líder nas exportações do produto.
Apesar das dificuldades devido à falta de acordos comerciais maiores por parte do país, há expectativas positivas com relação à abertura gradual do mercado europeu nos próximos anos. “O Brasil é um país de poucos acordos comerciais, então o problema de tarifa com os produtos brasileiros é em vários países e com os Estados Unidos não é diferente”, complementa.
O diretor também comenta que há uma preocupação sobre as investigações de Donald Trump com relação aos produtos brasileiros. “Nós tivemos um encontro com o vice-presidente Alckmin para tratar da pauta da reunião nos Estados Unidos, que o solúvel, assim como outros produtos, dobra o negócio brasileiro, esteja na mesa de negociações na visita do presidente Trump para tentar zerar essas tarifas e retirar alguns produtos brasileiros da seção 301, que é a seção que investiga o Brasil por práticas de comércio com os Estados Unidos”, comenta.
Lima também explica que o México permanece um concorrente forte para o Brasil devido à sua isenção tarifária completa nos EUA. Além disso, países como Vietnã e Colômbia também são fortes competidores no cenário global.
“Estamos em igualdade de competição com os nossos concorrentes. [...] Brasil sempre foi líder de mercado e os Estados Unidos sempre foram nosso principal mercado, então era uma parceria construída com muita fidelidade, com muito comprometimento. [...] Mas a luta ainda continua, nós vamos trabalhar para que as tarifas zerem”, finaliza.
Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!














