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Análise: Quando seguir ‘influencers’ prejudica o bolso e a saúde

Copiar a vida “virtual” que se vê nas redes sociais tem feito estragos na vida financeira de muita gente e, em alguns casos, afetado até mesmo na saúde

|Patricia Lages, do R7

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'Influencers' são a bola da vez
'Influencers' são a bola da vez

Esse é um dos inúmeros relatos que recebo no meu blog, onde falamos sobre finanças pessoais:

“Dias atrás caí na real de que estava muito ansiosa para ter coisas que nem iam ser usadas. Esse bombardeio de vídeos de blogueiras me influenciou a querer ter dinheiro para fazer coleção de coisas. O pior é que eu nem tinha me dado conta. Queria ter as coisas que elas têm para não ficar para trás. Isso me fez muito mal, afetou até a minha saúde.”


É certo que os chamados “influencers” são a bola da vez da publicidade. Inúmeras agências de publicidade buscam influenciadores para promover seus produtos e, até aí, não vejo nada de mal. Afinal de contas, não é isso que vemos o tempo todo na TV, nas revistas e em outros meios de comunicação há décadas?

Mas, em relação ao mundo virtual, a questão é que muitos seguidores compram a ideia de que aquela vida das redes sociais é, de fato, a vida real do influenciador. Com isso, começam a ansiar por uma vida semelhante e se frustram quando a sua não parece tão perfeita assim. É diferente do artista da TV, que o telespectador sabe que leva uma vida totalmente fora da sua realidade.


Achar que ter a mesma quantidade de bolsas da blogueira de moda é normal, viável ou necessário, faz as pessoas gastarem o que não podem para levar uma vida que não existe. Sim, porque nem mesmo a blogueira comprou todos os produtos que está promovendo, ao contrário, recebeu um cachê para divulgá-los.

Como blogueira e youtuber, tenho contratos de publicidade, porém, devido ao tipo de tema com o qual trabalho — finanças — existe uma ética profissional a ser seguida. Esse cuidado não vem apenas de mim, mas também dos meus companheiros de finanças, de advogados, médicos, nutricionistas e tantos outros profissionais que disponibilizam conteúdo nas redes, mas que trabalham de acordo com a ética da profissão que escolheram. Isso, de certa forma, protege os seguidores de coisas que poderiam prejudicá-los.


Porém, essa mesma ética não é exigida em outros segmentos como moda, beleza e life style. Com isso, há pessoas sem o menor conhecimento ensinando dietas absurdas, incentivando as pessoas a gastarem o que não podem para terem “o guarda-roupa da estação” e promovendo tratamentos estéticos complexos como se fossem aspirina.

O número de influenciadores vem crescendo a cada dia e a tendência é aumentar. Por isso, ainda que não haja uma regulamentação para todo tipo de conteúdo, seja criterioso com o tipo de informação que recebe. Analise, aproveite o que faz sentido e não se deixe levar por um estilo de vida que não cabe no seu bolso ou que pode prejudicar a sua saúde.


Para dicas de finanças pessoais e empreendedorismo, visite meu blog, Bolsa Blindada.

E siga-me nas redes sociais: YouTube, Instagram e Facebook.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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