Aumento de tráfego aéreo na China atrasa missão de resgate de brasileiros

A operação de resgate dos brasileiros isolados em Wuhan, epicentro do novo coronavírus na China, atrasou, o que vai postergar o retorno deles ao Brasil. De acordo com boletim divulgado pelo Ministério da Defesa nesta quinta-feira, 6, as aeronaves enviadas pelo governo chegaram a Varsóvia, na Polônia, a penúltima escala prevista, mas não têm ainda previsão de quando poderão cruzar o espaço aéreo chinês para pousar na cidade.

O Ministério da Defesa adiou para a noite de sexta-feira, dia 7, a previsão de pouso na China. Antes de chegar a Wuhan, os aviões Embraer 190 farão a última escala em Ürümqi, também na China.

Inicialmente, o planejamento da viagem previa um pouso na madrugada desta sexta-feira, dia 7, em Wuhan, com um voo de retorno logo depois do embarque de 34 cidadãos que serão repatriados. A chegada a Anápolis (GO) estava programada para sábado, dia 8, pela manhã.

Por causa do aumento no tráfego aéreo asiático, com missões de repatriação de diversos países, os dois aviões VC-2 da Força Aérea Brasileira (FAB) ainda não conseguiram receber um slot (autorização de horário para pouso) dos controladores chineses.

Conforme o ministério, o atraso ocorre "em função de sequenciamento seguro de aeronaves que ingressam o espaço aéreo daquele país, devido ao alto fluxo de tráfego aéreo, e missões internacionais de repatriação, que estão saindo e chegando da região afetada".

O Comando da Aeronáutica previa que cada perna da viagem demorasse cerca de 30 horas, sendo 62 horas no total. No entanto, os oficiais já haviam recebido informações de que missões similares de outros países haviam atrasado ao longo da semana.