Após embarcação ficar à deriva, MPT vai investigar ambiente de trabalho no ferry-boat
Pedido para que o caso fosse apurado foi feito pelo sindicato
Bahia|Do R7

O MPT (Ministério Público do Trabalho da Bahia) vai investigar as condições de trabalho dos empregados da Internacional Marítima, concessionária que opera o sistema ferry-boat. O pedido para que o caso fosse apurado foi feito na tarde desta quinta-feira (23) pelo Sindicato Nacional dos Marinheiros e Moços de Máquinas em Transportes Marítimos e Fluviais.
O procurador-chefe do MPT na Bahia, Alberto Balazeiro, afirmou que tudo o que está sendo mostrado sobre segurança e falta de manutenção das embarcações, além de questões como jornada de trabalho serão objeto do inquérito.
— Estamos instaurando hoje mesmo um inquérito para apurar tudo o que se refere ao meio ambiente de trabalho no sistema ferry-boat, onde o MPT já vem atuando, inclusive com uma ação civil pública julgada procedente e que teve a TWB, antiga concessionária do serviço, condenada a promover uma série de melhorias.
O presidente da entidade, Paulo Cezar Santana, disse que “o fato ocorrido esta semana de uma embarcação ter ficado à deriva e as insinuações de que houve sabotagem exigem apuração. E o sindicato está cumprindo o seu papel de provocar os órgãos competentes para que essas apurações sejam feitas.” Ele disse que deu entrada em pedido semelhante de investigação na Capitania dos Portos, que, segundo ele, ainda não havia instaurado inquérito para apurar os motivos que levaram o ferry a ficar à deriva e ter que ser rebocado por outra embarcação.
Na ação civil pública que o MPT moveu contra a TWB ficaram comprovadas diversas irregularidades no meio ambiente de trabalho e na jornada dos marinheiros, o que levava a riscos de acidentes e doenças ocupacionais no ambiente de trabalho. Apesar de condenada, a empresa permaneceu sem cumprir a sentença, o que abriu a necessidade de uma ação de execução.
O procurador Luís Antônio Barbosa da Silva, autor da ação, informou que está avaliando a situação para decidir se é um caso de sucessão, já que as embarcações e todo o sistema foram herdados pela Internacional Marítima.















