Após morte de grávida e bebê, sogro não se conforma com descaso: "Família que perdeu"
Mãe e bebê morreram durante um parto de urgência em uma maternidade de Dias D'Ávila
Bahia|Do R7 com Record Bahia

A família da gestante que morreu durante um parto no município de Dias D'Ávila, RMS (região metropolitana de Salvador), cobra a investigação do caso. O sogro da vítima, Manoel Rodrigues, estava inconformado com as mortes precoces da nora, Gilmária dos Santos Dantas, de 41 anos, e do neto.
— Foi a família é que perdeu.
O idoso contou que a nora era hipertensa e teve uma gravidez de risco, mas o médico que a mandou para casa, depois que procurou a maternidade após passar mal, tinha conhecimento das complicações da gestação da vítima.
— Todo canto que a gente olha, da casa, do bairro, a gente sente tristeza. Foi uma perca muito grande que a gente teve (sic).
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Com 39 semanas de gestação, mãe e bebê morreram durante um parto de emergência em uma maternidade da cidade. Gilmária esperava o terceiro filho, que iria se chamar Gabriel.
O parto estava previsto para acontecer na Maternidade Municipal de Dias D'Ávila. Na sexta, após passar mal, ela foi à maternidade, mas o médico a orientou a voltar para casa, dizendo que ainda não dava para fazer o parto. Em casa, a mulher voltou a passar mal e o marido a levou para a maternidade novamente.
A mulher passou por uma cirurgia de urgência, mas ela e o bebê não sobreviveram. A secretaria de saúde do município informou, em nota, que Gilmária já chegou a unidade médica sem vida. Abalado, o sogro da vítima contesta essa versão.
— Minha nora chegou com vida. Não estou incriminando ninguém, mas minha nora chegou com vida, isso eu tenho certeza absoluta
O homem contou que o marido de Gilmária e a cunhada, que levaram a mulher para a maternidade, falaram que ela teve uma "parada" na unidade de saúde.
Os corpos de mãe e filho foram enterrados em Alagoinhas, cidade natal de Gilmária.




