Após quase cinco anos, padrasto é condenado a 12 anos de prisão por enfiar agulhas em enteado
Homem foi a júri popular em 13 de março de 2014, no município de Ibotirama
Bahia|Do R7

O ano de 2014 ficou marcado positivamente para uma família no município de Ibotirama, localizado a 670 km de Salvador, que viu o acusado de enfiar mais de 30 agulhas no enteado, de apenas dois anos, finalmente ser condenado, após quase cinco anos de espera.
Roberto Carlos Magalhães foi condenado a 12 anos e seis meses de prisão, por tentativa de homicídio triplamente qualificado. Magalhães foi a júri popular, em 13 de março de 2014, em Ibotirama.
O MP-BA (Ministério Público da Bahia) denunciou o padrasto da criança por tentativa de homicídio qualificado. A amante do acusado também foi denunciada pelo MP-BA, mas foi liberada por falta de provas.
Após o julgamento, Magalhães foi transferido para a comarca de Salvador, onde cumpri a sentença.
O crime aconteceu em 2009, quando o menino tinha dois anos. Na época, o padrasto chegou a afirmar que as agulhas foram introduzidas no corpo da criança durante um ritual de magia negra. O objetivo do criminoso era se vingar da mãe da vítima, com quem o acusado tinha um relacionamento amoroso.
O caso foi descoberto em dezembro do mesmo ano, após a criança se queixar de dores pelo corpo. O garoto foi submetido a um exame de raio-x, que constatou a existência das agulhas. Após a descoberta, o menino foi transferido para o hospital Ana Nery, em Salvador, onde passou por várias cirurgias para a retirada de 22 dos 31 objetos.
Atualmente, o garoto tem sete anos e continua morando em Ibotirama com a mãe e os irmãos. Ele ainda tem algumas agulhas no corpo, mas em locais que não apresentam riscos à saúde.















