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Bahia é o estado com maior índice de HTLV; conheça a doença

Doença pode causar cegueira, paralisia das pernas e leucemia

Bahia|Do R7*

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rO médico Bernado Galvão explica que a falta de ações por parte do poder público dificultam mais ainda a vida dessas pessoas
rO médico Bernado Galvão explica que a falta de ações por parte do poder público dificultam mais ainda a vida dessas pessoas

Pesquisas apontam que o Brasil é o país com maior prevalência de HTLV-1, retrovírus da mesma família do HIV, que infecta a célula T humana, um tipo de linfócito importante para o sistema de defesa do organismo. A Bahia é o Estado com maior índice da doença. Só na capital baiana estima-se que cerca de 2% da população encontra-se infectada.

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Apesar da infecção poder ser assintomática, quando se manifesta desenvolve problemas de saúde como: leucemia, linfomas, paralisia dos membros inferiores e até cegueira. A doença não é tão divulgada, mas muda completamente a vida das pessoas que precisam enfrentá-la. O médico Bernardo Galvão, do Centro Integrativo e Multidisciplinar de HTLV em Salvador, explica que a falta de ações por parte do poder público dificultam mais ainda a vida dessas pessoas.


— Não é uma doença fácil de se encarar. Eles precisam se adaptar a nova vida, fora que a doença não tem cura, o que temos até o momento são paleativos.

O médico explica, ainda, que para os pacientes que desenvolvem a leucemia há uma medicação que pode ser tomada: o AZT. Apesar de ter um custo baixo, o remédio só é liberado facilmente para pacientes que fazem tratamento do HIV.


Galvão participa da elaboração de vários estudos sobre HTLV
Galvão participa da elaboração de vários estudos sobre HTLV

Conheça a doença

O HTLV é um vírus transmitido por relações sexuais, transfusões de sangue, compartilhamento de seringas e agulhas e ainda de mãe para o filho, durante o parto e amamentação. A doença é dividida em HTLV-1 e HTLV-2, sendo o segudo tipo pouco estudado. 


Os sintomas indicativos da doença são dores nos membros inferiores e região lombar, dificuldade para caminhar, defecar ou urinar, lesões cutâneas, alterações visuais e ósseas. O diagnóstico é feito por meio de exame de sangue, mas como o risco de desenvolvimento de doenças associadas ao HTLV-1 em indivíduos assintomáticos é baixo, não existe tratamento para esses casos. Quando os sintomas são comprovados é necessário uma avaliação neurológica, hematológica e oftalmológica para depois indicar os passos a serem tomados.

Tratamento

Os pacientes precisam de um tratamento integrado e multidisciplinar com acompanhamento fisoterapico, psicológico, oftalmológico e neurológico. Para Galvão, essa ainda é uma falha no sistema de saúde.

— Deveria haver um esforço da sociedade civil para assistir essas pessoas, já que o governo negligencia. Para eles, o HTLV é algo invísivel. É muito triste ver as pessoas começarem o tratamento e depois terem atendimentos cortados. É desesperançoso. 

*Colaborou a estagiária Kátia Prado

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