Caso a Justiça determine a suspensão do IPTU geraria uma situação de colapso na cidade, afirma ACM Neto
Neto foi entrevistado por Adelson Carvalho no Balanço Geral
Bahia|Do R7


O prefeito de Salvador ACM Neto participou do programa Balanço Geral desta segunda-feira (10). Em entrevista ao apresentador Adelson Carvalho, Neto falou sobre a requalificação da Barra. Segundo o prefeito, a primeira fase será entregue no dia 22 de fevereiro e libera para o carnaval.
— Mais uma vez, eu quero garantir e dar toda a segurança que o Carnaval vai acontecer tranquilamente na nova Barra. E aí passado o Carnaval a gente começa a segunda fase e conclui na primeira semana de junho.
ACM Neto aproveitou para esclarecer as dúvidas sobre o IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana). Segundo o prefeito, 230 mil imóveis da capital estão isentos do pagamento do imposto. Em 2014 a base foi ampliada em 63%. Mas ao receberem os boletos em casa com a taxa de lixo, as pessoas se assustaram. Neto disse que "quando vi que essas pessoas não podiam pagar, eu mandei o projeto para a câmara, acertei com os vereadores, aprovamos na semana passada esse projeto e agora as pessoas que estão isentas do pagamento do IPTU também não precisam pagar nada da taxa de lixo".
Segundo o prefeito, o IPTU procura fazer justiça social e fiscal, mas é o principal tributo do município. As obras, os serviços, as melhorias dependem muito do IPTU. ACM Neto afirmou que quem estiver em dúvida na elaboração do boleto pode procurar a Secretaria da Fazenda. Quando ao anúncio da seccional baiana da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de ingressar na Justiça contra a cobrança do imposto, o politico afirmou que está conversando com a Ordem, pois "neste momento todos precisam dar as mãos pela cidade".
— O que está em jogo? Não é o futuro da minha administração, é o futuro de Salvador. Se agora a Justiça, por exemplo, determinar a suspensão da cobrança do IPTU, por questões operacionais e práticas, a gente não tem como refazer essa cobrança. Isso significa dizer que a cidade pode perder R$ 820 milhões e geraria uma crise, uma situação de colapso.
Faltando poucos dias para o Carnaval, Neto explicou que este ano a folia momesca não vai dar prejuízo à Prefeitura. O Carnaval de Salvador foi transformado em produto.
— Até o ano de 2013, o Carnaval custava R$ 30 milhões. A Prefeitura arrecadava R$ 12 e tinha que botar R$ 18 milhões. Era dinheiro da educação, da saúde, do asfalto, da contenção da encosta, da escadaria. Esse ano, O Carnaval vai custar R$ 28 milhões e nós estamos arrecadando, só para o Carnaval, R$ 38 milhões, ou seja, o Carnaval vai dar um lucro ao município de R$ 10 milhões. Agora o Carnaval vai trazer dinheiro para a educação, saúde e infraestrutura.
Neto falou também que está brigando com as empresas que coletam o lixo no município. O Prefeito disse que deu uma determinação clara para a presidente da Limpurb, Kátia Alves, que suspendesse o pagamento das empresas que não estivesse fazendo a coleta regularmente.
Questionado por Adelson Carvalho se, após um ano à frente da Prefeitura e em função do que precisou fazer, João Henrique foi o pior prefeito de Salvador, Neto evitou polêmica e disse que procura não olhar para trás e foi eleito para olhar para frente e pensar no futuro. O prefeito disse que não procurou culpados nem desculpas, que sabia o tamanho do desafio.
— Eu não fui eleito para jogar para a plateia e pra fazer o que é mais fácil. Eu fui eleito para fazer o que é necessário e IPTU é um exemplo disso.
Neto evitou também dizer quem vai apoiar na eleição para Governador. O prefeito afirmou que depois do Carnaval anuncia seu candidato.















