Coreano que morreu em acidente no metrô não tinha autorização para trabalhar no Brasil
De acordo com o relatório, causa principal da morte foi choque elétrico
Bahia|Do R7
O setor de SRTE/BA (Segurança e Saúde do Trabalhador da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego na Bahia) apresentou o relatório da análise do acidente que ocorreu em 29 de maio na área de operações do trem 01 do metrô de Salvador, que acarretou na morte do trabalhador coreano Kim Jong Pyo.
Os auditores relataram que Kim não tinha autorização para trabalhar no Brasil e que não havia sido treinado na Norma Reguladora nº 10 que regulamenta o serviço. Ressaltaram ainda que, segundo a norma, é responsabilidade do contratante manter os trabalhadores informados em relação aos riscos a que estão expostos, instruindo-os quanto aos procedimentos e medidas de controle contra os riscos elétricos a serem adotados.
Durante as inspeções realizadas, desde o dia 29 até segunda-feira (9), os auditores fiscais do trabalho concluíram que diversos fatores ocasionaram o acidente e a morte do coreano, tendo como causa principal, choque elétrico. Ao analisarem a sequência dos fatos, chegaram à conclusão que o trabalhador, ao perceber que um dos filtros capacitadores não descarregou depois do trem desligado, o trabalhador manuseou a caixa de resistência do equipamento, sofrendo o choque elétrico.
Os auditores informaram que serão lavrados os autos de infração de acordo com as irregularidades identificadas na esfera trabalhista e que, conforme a NR-10, as responsabilidades são solidárias ao contratante e contratados envolvidos.
O trem 01 do metrô permanece interditado, mas os demais trens estão liberados para dar continuidade às operações. O relatório da análise do acidente será entregue ao Ministério Público do Trabalho e a Advocacia Geral da União para que, com base nas informações da SRTE/BA, esses órgãos possam dar os devidos encaminhamentos.















