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"É necessário desconstruir o machismo exacerbado", diz vice-prefeita de Salvador no Dia da Mulher

Vice-prefeita nasceu em São Paulo, mas passou grande parte da vida na capital baiana

Bahia|Do R7*

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Célia Sacramento é reconhecida pela forte atuação na militância pelos direitos dos negros e das mulheres
Célia Sacramento é reconhecida pela forte atuação na militância pelos direitos dos negros e das mulheres

Neste sábado (8) é comemorado o Dia Internacional da Mulher e o R7 escolheu duas mulheres fortes, guerreiras e vencedoras para homenager todas as mulheres da Bahia: a vice-prefeita de Salvador, Célia Sacramento e a desembargadora Luislinda Valois.

A vice-prefeita de Salvador, Célia Sacramento (PV), nasceu em São Paulo, mas passou grande parte da vida na capital baiana. Bacharel em Ciências Contábeis e Direito, ela diz não ter sofrido preconceito na ascensão profissional pelo fato de ser mulher, mas afirma que ainda é comum as mulheres sofrerem preconceito. Na área política, por exemplo, número de cargos ocupados pelas mulheres é considerado baixo, pouco mais de 12%.

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Célia Sacramento é reconhecida pela forte atuação na militância pelos direitos dos negros e das mulheres, intensificados a partir dos anos 70. Mesmo com as grandes conquistas que as mulheres já conseguiram, a vice-prefeita diz que é necessário um olhar da sociedade com mais Justiça para as condições das mulheres em todas as áreas.

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Na sociedade atual, as mulheres sofrem não só com o preconceito no mercado de trabalho, mas também com agressões físicas, que em muitos casos acontecem dentro da própria casa. A vice-prefeita afirma que algumas ações podem ser adotadas para combater esse tipo de crime.

— Precisamos fazer um processo de reeducação nas famílias, dentro das escolas, com discussão. É necessário desconstruir o machismo exacerbado da sociedade.

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Neste dia de homenagem, Célia Sacramento deixa um recado para as mulheres de todo o Brasil:

—Vamos à luta, precisamos estar atentas não só para nós, mas também para todas as mulheres da sociedade. Precisamos de solidariedade e união para mudar essa história.

*Colaborou Carolina Oliveira, estagiária do R7 BA

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