"Ele me pegou na covardia, eu peguei ele também", diz ambulante que matou morador de rua com pedrada
Relatos chamaram a atenção da delegada Carmem Dolores Bittencourt, titular da DT/Barra
Bahia|Do R7 com Record Bahia

O vendedor ambulante preso após matar um morador de rua no bairro do Pau Miúdo, em Salvador, não demonstrou arrependimento após o crime. Adriano Ramos Barreto, o Galego, de 33 anos, afirmou que cometeu o homicídio e depois fugiu “pra livrar o flagrante”.
— A oportunidade que eu tive foi essa aí. Do jeito que ele me pegou na covardia, eu peguei ele também.
Após assassinar o morador de rua identificado como apelidado de Chuck, em março deste ano, Adriano fugiu para Feira de Santana, a cerca de 110 km de Salvador, onde permaneceu durante 15 dias. O tempo foi suficiente para ele cometer mais um assassinato.
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Custodiado na 14ª DT (Delegacia Territorial), da Barra, para onde foi conduzido após a prisão, o vendedor confessou ter matado um homem que teria invadido sua casa para roubar. Ele demonstrou frieza ao revelar que o suspeito, morto com golpes de facão na cabeça, era seu conhecido.
Vídeo mostra momento em que ambulante mata morador de rua com pedrada
O acusado ainda teria tentado justificar o crime que cometeu na capital. Segundo ele, o morador de rua tentou contra sua vida em uma oportunidade. A tentativa de homicídio teria ocorrido entre 2008 e 2009. Na ocasião, ele disse que teve traumatismo craniano.
— Qualquer um que tirar meu sangue, eu mato. Tirou meu sangue, paga com a vida!
Questionado se sentia remorso de ter assassinado o morador de rua, o acusado foi categórico ao dizer que “nem um pingo”. Arrependimento pra que?”
— Quem tem pena é galinha. No lugar da pena nasceu cabelo”.
Adriano, que estava em liberdade há seis meses, contou que também já foi vítima e tem as marcas dos ataques no corpo. Ele alegou que já tentaram mata-lo várias vezes.
— Eu não ia esperar pra vê? Já sofri também.
Os relatos do criminoso chamaram a atenção da delegada Carmem Dolores Bittencourt, titular da DT/Barra, que ficou impressionada com a tranquilidade que ele relatava os crimes.
— Eu tenho experiência policial já de 22 anos e esse tipo de depoimento não é nem comum. Ele confessa com muita frieza.















