Em assembleia, policiais militares decidem continuar com a greve
Secretário de segurança disse que proposta dos PMs foge da capacidade do orçamento
Bahia|Do R7

Durante assembleia com os policiais militares, o vereador Marco Prisco (PSDB) e coordenador-geral da Aspra (Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares no Estado) anunciou que não houve acordo com o governo e a greve vai continuar.
— Infelizmente a gente não viu disposição do governo para negociar. A gente foi lá com o coração aberto, tranquilo, retiramos um monte de pauta da negociação. Diminuímos bastante pauta, acatamos pautas que o governo colocou, fomos bastante maleáveis, mas o que a gente viu lá foi o endurecimento.
O aumento da gratificação da CET (Condições Especiais de Trabalho) é o principal ponto de divergência entre os policiais grevistas e o Governo do Estado. Outra reivindicação apresentada na contra proposta pela categoria é a anistia dos policiais processados na greve de 2012.
Nesta quinta-feira (17), os representantes da categoria vão se reunir com o comandante-geral da PM, Alfredo Castro.
O secretário de segurança pública, Maurício Barbosa, disse que a nova pauta apresentada pela categoria contém reivindicações antigas. Além disso, o secretário informou que ficou surpreso com as novas exigências, que gerariam um gasto anual de mais R$ 600 milhões.
—Consideramos isso um retrocesso.
Apesar da falta de avanços na negociação, o secretário disse que o canal de negociação continua aberto.
—Vamos ficar aguardando para que eles encaminhem uma proposta razoável. Esperamos isso rápido porque dependemos desta resposta para chegar a um consenso.















