Em carta, Prisco pede que PMs "façam um trabalho de excelência na Copa do Mundo"
Aspra disse que as associações continuarão a orientar os PMs a trabalharem normalmente
Bahia|Do R7

Preso há uma semana, desde a última sexta-feira (18), o vereador e coordenador-geral da Aspra (Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares no Estado da Bahia), Marco Prisco, escreveu uma carta destinada aos Policiais Militares da Bahia e do Brasil. Ele pede que os policiais “façam um trabalho de excelência na Copa do Mundo”.
Policiais militares fazem ato pacífico na micareta de Feira de Santana
Na carta, Prisco agradece aos policiais de Feira de Santana que farão um gesto simbólico de entregar flores à população, na “Patrulha da Paz” durante do a micareta do município e pede que os demais policiais na Bahia também o façam "para mostrar o nosso carinho e respeito".
O coordenador-jurídico da Aspra, Fábio Brito, disse que o pedido de Prisco será mantido e as associações continuarão a orientar os policiais militares a trabalharem normalmente.
Prisão
Marco Prisco foi preso na última sexta-feira (18), a pedido do MPF-BA (Ministério Público Federal da Bahia). A prisão foi realizada pela PF (Polícia Federal), com o auxílio da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e Aeronáutica em um resort em Costa do Sauípe, no Litoral Norte da Bahia.
De acordo com informações do MPF, o pedido de prisão foi feito dentro da ação penal movida em abril de 2013, que denunciou sete pessoas entre vereadores, soldados e cabos da PM por diversos crimes, a maioria deles contra a segurança nacional, praticados durante a greve realizada em 2012. A intenção do pedido de prisão preventiva é garantir a ordem pública, segundo o MPF.
Prisco é processado por crime político grave, e qualquer recurso contra sua prisão só poderá ser ajuizado no Supremo Tribunal Federal. Prisco está detido em um presídio federal, no Complexo da Papuda, em Brasília.
Habeas-corpus
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, negou o pedido de habeas-corpus da defesa do vereador e coordenador-geral da Aspra (Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares no Estado da Bahia), Marco Prisco, nesta quarta-feira (23).
Lewandowski considerou improcedente a alegação da defesa de Prisco de que, com o fim do movimento, a ordem pública estaria restabelecida, não se justificando sua prisão preventiva. “Os agentes da Força Nacional e das Forças Armadas ainda permanecem na Bahia para a garantia da lei e da ordem, tendo em vista o clima de insegurança ainda presente no estado”, ressaltou.















