“Eu não aguento esse sofrimento”, diz mãe de garoto atropelado por carro dirigido por criança
Oito crianças jogavam futebol quando um veículo passou em alta velocidade e atingiu o garoto
Bahia|Do R7 com Record Bahia

Há cinco anos, uma mãe luta para ver o envolvido na morte de seu filho pagar pelo crime. Clemilda Mascarenhas não aguenta a falta de solução para a morte de Michael Willian Araújo, que faleceu quando tinha oito anos, após ser atropelado por um veículo dirigido por uma criança de apenas 10 anos.
— Eu exijo uma resposta, eu não aguento mais esse sofrimento. Eu não aguento não obter resposta. Eu quero uma resposta da Justiça, por que eu não tô (sic) pedindo, eu exijo.
Segundo o irmão da vítima, oito crianças jogavam futebol quando um veículo, que era conduzido pela menina, passou em alta velocidade e atingiu o garoto, que foi arremessado ladeira abaixo e só parou por causa de uma árvore. O caso no dia 26 de fevereiro de 2011.
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O irmão da vítima presenciou o acidente e contou que o dono do veículo, o policial militar Marivaldo Silva dos Santos, colocou a filha para dirigir o carro.
— A filha dele de 10 anos dirigindo e ele do lado ensinado a criança.
O MP (Ministério Público) ofereceu uma denúncia contra o policial e o acusou de homicídio com dolo eventual.
Mais uma audiência do caso deveria ser realizada na semana passada, mas foi adiada para setembro, pois uma testemunha de acusação que presenciou o atropelo não foi localizada e o MP pediu ao juiz um prazo para localizar o homem, que estaria recebendo ameaças. Das oito testemunhas de acusação, cinco já foram ouvidas. Mas, para haver o julgamento, ainda faltam ser ouvidas as testemunhas de defesa e o réu.
Diante da morosidade da Justiça, o pai do menino ficou revoltado com a falta de solução para a morte do filho.
— É difícil você clamar a justiça da Bahia, clamar os poderes e não ser assistido, porque nós somos menos favorecidos, não temos dinheiro, não temo quatro advogados.















