Família norte-americana mantém promessa ao filho futebolista e vem para o Brasil assistir Copa do Mundo
Com placar apertado, pai e filho esperam ver os EUA no dia 1º na Arena Fonte Nova
Bahia|Do R7

Bob Rhine, 64 anos, e Kyle Rhine, 18 anos, são norte-americanos e essa é a primeira vez no Brasil. Eles moram na cidade de Fenton, Missouri. Vieram ao Brasil para assistir aos jogos das oitavas e quartas de final da Copa do Mundo, e vão aproveitar para visitar Michelle Donin, 29 anos, baiana flamenguista.
À primeira vista, eles parecem ser uma única família. E são. Michelle há 12 anos fez um intercambio cultural e morou com a família Rhine por 10 meses. Desde então, mantiveram contado.
— Eu sempre prometendo ir visitá-los, mas nunca fui.
Há sete anos, quando a Copa do Mundo no Brasil foi anunciada, Bob, Kyle e Bobby Rhine, filho mais velho de Bob e irmão de Kyle, que jogou pelo time americano Dallas Burn, decidiram que viriam assistir aos jogos na terra tupiniquim. Infelizmente, Bobby faleceu há alguns anos e não pode estar aqui, mas o pai e o irmão mantiveram a promessa de vir ao Brasil em homenagem à vontade do primogênito.
Adiantando a estadia, eles chegaram ao Brasil no dia 25 de junho e assistiram ao jogo EUA x Alemanha pelo grupo G no dia 26, em Recife, jogo que, mesmo perdendo, garantiu a classificação dos Estados Unidos para as oitavas de final. Muito felizes, os dois americanos chegaram a Salvador neste sábado (28) e viram, e vivenciaram, o sufoco da seleção canarinho ao passar pelo Chile, na casa de familiares da filha baiana emprestada.
Além de assistir a Estados Unidos e Bélgica pelas oitavas de final na Arena Fonte Nova, em Salvador, nesta terça-feira (1º), Bob e Kyle, apesar de concordar com a vitória dos Estados Unidos, preveem um placar apertado: 2x1 na opinião de Bob e 1x0, na avaliação de Kyle. Pai e filho também irão ao jogo das quartas de final que acontece em Salvador no dia 05. A aposta de Michelle era Holanda x Costa Rica que se confirmou contra a vontade de Kyle, que passou o domingo torcendo pela Grécia, com toda a “catimba” de um bom baiano adaptado, provocando a irmã a cada ataque da seleção grega.
Acreditando que a seleção norte-americana passaria para a segunda fase, a escolha pela compra dos ingressos também foi influenciada pelos valores mais baratos das entradas. Com sorte, os Estados Unidos vieram jogar em Salvador. A programação desta família está extensa. Entre passeios e programas que todo bom turista precisa fazer por estar em Salvador, Michelle poderá contar com parte da família americana, que fica no Brasil até o dia 08, para curtir uma feijoada brasileiríssima, ao completar 30 anos no dia 07.
Enquanto isso, a família vai administrando o amor pelas duas seleções, se encantando pelas delícias e por esse povo festivo da Bahia e quem sabe construindo o sonho de uma final inusitada entre as duas casas. O fato é que, com derrota ou vitória, essas duas famílias já saíram ganhando.













