"Foi morto que nem bicho", diz irmã de vigilante sequestrado, torturado e morto na Bahia
Homem foi morto por traficantes após entregar invasores do local onde trabalha para polícia
Bahia|Do R7 com Record Bahia

"Ele era um pai de família, um trabalhador. Ele estava apenas defendendo o local em que ele trabalhava. Só isso". Esse é o desabafo da irmã do vigilante José Renato, de 43 anos, morto há cerca de um mês no município de Simões Filho, na RMS (região metropolitana de Salvador).
O homem trabalhava como vigilante em uma obra de um conjunto habitacional do programa Minha Casa, Minha Vida. O local teria sido invadido por pessoas que não têm a permissão de morar nos imóveis. A vítima ligou para o responsável, que foi ao local com a Polícia Militar, que expulsou o grupo das casas. José Renato entrou no carro com a polícia para tentar localizar a pessoa que autorizou a invasão.
À noite, a vítima voltou para a guarita onde costumava trabalhar, mas foi surpreendido por algumas pessoas envolvidas com o tráfico de drogas, que a acusou de ter entregado os invasores para a polícia. O vigilante foi sequestrado, torturado e morto pelos traficantes.
O corpo de José Renato foi localizado, dois dias depois, embaixo do viaduto na BR 324, a mais de 3 km do local em que foi visto pela última vez.
O homem deixou esposa e três filhos e a família está inconformada com a brutalidade da morte de uma pessoa inocente. A irmã está indignada com o crime.
— Ninguém faz nada, ninguém liga. É mais um que vai morrer. Quando morre um traficante, a Defensoria Pública, os Direitos Humanos caem em cima, defendendo. E quando morre um pai de família? Cadê a Defensoria Pública, cadê os Direitos Humanos? Meu irmão foi morto que nem bicho.















