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“Isso foi um crime”, afirma viúva de jovem que morreu após ter moto apedrejada por mulheres

Maurício, que estava com uma amiga, perdeu o controle do veículo e colidiu em uma grade 

Bahia|Do R7 com Record Bahia

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Para Bruna Vasconcelos, viúva do manobrista, a queda não foi uma fatalidade
Para Bruna Vasconcelos, viúva do manobrista, a queda não foi uma fatalidade

“Isso não foi uma fatalidade, isso foi um crime”, afirma a viúva do manobrista, que morreu após ter a motocicleta apedrejado por três mulheres no bairro de Sete de Abril, em Salvador.

Para Bruna Vasconcelos, a queda não foi uma fatalidade.


— Isso não foi acidente, foi pensado por elas. A gente quer justiça, a gente não pode deixar isso impune.

Maurício Cunha de Jesus, 24 anos, e a vendedora Raquel Barbosa da Silva, de 19, passavam pela principal rua do bairro quando foram surpreendidos pelas mulheres, que atiraram pedras contra o casal de amigos. Maurício perdeu o controle da moto, subiu na calçada e colidiu contra uma grade. No momento do acidente, a dupla estava sem capacete e morreu com o impacto da batida.


No dia do crime, o manobrista passou o dia comemorando o aniversário dele e de um dos filhos ao lado de amigos e familiares. Entre os convidados estavam Raquel e as três suspeitas.

Segundo testemunhas, durante a comemoração, houve uma briga entre as três mulheres e Raquel, que acabou sendo agredida e levada para o fim de linha do bairro por alguns amigos. As suspeitas permaneceram no bar e continuaram fazendo ameaças contra a vendedora.


Preocupado com Raquel, o manobrista decidiu pegar a jovem no fim de linha, mas eles foram atacados pelas suspeitas. O alvo das agressões seria Raquel. Familiares de Maurício afirmaram que ele se envolveu no caso apenas para ajudar a vendedora.

Após o crime, que aconteceu em 21 de agosto, parentes e amigos das vítimas fizeram um protesto para cobrar rigor na investigação do caso e pedir justiça.


A mãe da jovem, Raimunda Barbosa, lamentou a maneira brutal e precoce que a filha teve a vida interrompida.

— A minha filha tinha um sonho. Um sonho que ela ia fazer a faculdade dela. Ela tinha tantos sonhos e o sonho da minha filha acabou. Eu quero justiça pela minha filha.

O DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) continua investigando o caso. Testemunhas e familiares da vítima já foram ouvidas, mas a outras pessoas ainda devem prestar esclarecimentos.

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