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Justiça apura denúncia do MP-BA sobre caso que resultou em 12 mortes no Cabula

Juiz da 2ª Vara vai analisar o pedido de prisão preventiva para os PMs

Bahia|Do R7

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Caso transcorre em sigilo de Justiça
Caso transcorre em sigilo de Justiça

A denúncia do MP-BA (Ministério Público da Bahia), sobre o caso Cabula, que resultou em 12 mortes durante a ação de policiais militares da Rondesp (Rondas Especiais), foi aceita pela Justiça. As informações foram confirmadas pelo TJ-BA (Tribunal de Justiça da Bahia).

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Conforme o TJ-BA, o Juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri vai analisar, o pedido de prisão preventiva para os PMs, apresentado pelo MP-BA. O TJ-BA ressaltou ainda que o processo deve transcorrer em sigilo de Justiça. 

Caso:


Doze pessoas morreram e três ficaram feridas durante uma troca de tiros entre bandidos e policiais da Rondesp na madrugada de 6 de fevereiro, na estrada das Barreiras, no bairro do Cabula. A polícia informou que o tiroteio começou quando cruzou com cerca de 30 homens, que se preparavam para explodir caixas eletrônicos, na localidade conhecida como Vila Moisés. 

Em nota, a PM disse que os policiais reagiram após serem recebidos a tiros pelos bandidos e verem que o sargento havia sido baleado de raspão na cabeça. O PM foi socorrido, medicado e liberado. Com os criminosos foram encontradas 16 armas, muitas de calibre restrito com carregadores alongados, e farta quantidade de droga.


Veja também: MP-BA apura ação da polícia que resultou em 12 mortes na capital baiana

Anistia Nacional: 


Após a operação da Rondesp no bairro do Cabula, em Salvador, que resultou na morte de 12 pessoas, a AI (Anistia Internacional) encaminhou nota à imprensa, informando que na ação, policiais teriam abordado um grupo de homens que supostamente estariam a caminho de um assalto a banco. Mas, ainda de acordo com a Anistia, relatos iniciais contestam a versão oficial da polícia e apontam indícios de execuções sumárias.

Ao longo dos últimos meses, a Anistia afirmou ter recebido denúncias sobre supostas abordagens abusivas da Rondesp, com relatos de uso excessivo da força, desaparecimentos forçados e execuções sumárias. Um deles é o caso de Davi Fiúza, adolescente de 16 aos, que desapareceu no dia 24 de outubro de 2014, no bairro de São Cristóvão, em Salvador. O adolescente foi supostamente abordado por policiais militares da Rondesp e do Peto (Pelotão de Emprego Tático Operacional).

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