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Médica acusada de provocar acidente que matou irmãos é libertada da prisão

Kátia Vargas vai responder processo em liberdade

Bahia|Do R7

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Médica é acusada de provocar acidente que matou irmão
Médica é acusada de provocar acidente que matou irmão

A médica Kátia Vargas foi solta do Presídio Feminino, em Salvador, na noite desta segunda-feira (16). A oftamologista estava presa desde o dia 17 de outubro, quando teve alta do Hospital Aliança. Segundo informações do advogado de defesa, Sérgio Habib, agora à noite a médica vai passar por alguns exames em um hospital particular da capital baiana. De acordo com o advogado, Kátia está com tosse e vai ser avaliado seu quadro clínico.

A decisão é do juiz Moacyr Pita Lima, que presidiu as duas audiências de instrução do caso. A oftalmologista foi pronunciada por duplo homicídio com três qualificadores e vai a júri popular. A médica vai responder ao processo em liberdade. Os promotores vão recorrer da decisão.


Na última quinta-feira (12), a médica foi ouvida durante audiência no Fórum Criminal de Sussuarana. Ela negou ter colidido com a moto em que os irmãos estavam.

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Perito contratado pela família da médica aponta erros na tragédia de Ondina

Em audiência, Kátia Vargas nega colisão em moto e se recusa a assistir vídeo do acidente


Kátia Vargas foi interrogada pelos advogados de defesa e acusação, mas em alguns momentos preferiu se calar. A médica também se recusou a assistir o vídeo que mostra o momento do acidente.

O Ministério Público acusa a oftalmologista de provocar o acidente que matou os irmãos Emanuel e Emanuelle Gomes, 21 e 23 anos, no dia 11 de outubro no bairro de Ondina.


Perito

A família de Kátia Vargas contratou o perito Ricardo Molina, que tem uma vasta experiência na área criminal. O laudo particular aponta quatro “mitos” entorno da tragédia. Um dos questionamentos da defesa é de que não há evidencias materiais que confirmem a colisão entre o carro da oftalmologista e a moto dos irmãos.

O perito também criticou o trabalho da delegada que ficou a frente do caso. Para ele, a titular da delegacia do Rio Vermelho baseou o inquérito policial em um depoimento infundado e contraditório.

— A delegada cita no seu pedido de prisão preventiva que o carro atingiu violentamente o fundo da moto.

De acordo com Molina, a única pessoa que afirmou isso mudou seu depoimento quando foi a juízo.

Os outros dois “mitos” seriam a ausência de uma discussão no trânsito e a perseguição.

O adovogado da família dos irmãos, Daniel Keller, falou sobre a libertação de Kátia Vargas, e sobre as críticas feitas pelo perito Ricardo Molina ao trabalho do promotor do caso e da delegada titular da delegacia do Rio Vermelho.

— A decisão do juiz hoje foi no sentido de determinar que Kátia vai a júri popular, então a decisão foi no sentido de que a doutora vai ser submetida a júri popular por homicídio doloso qualificado por três qualificadores, o motivo fútil, o meio que impossibilita a defesa da vítima, e o perigo comum. Isso significa que o juiz não se convenceu dos argumentos do Sr. Molina. O juiz ficou com o laudo do DPT (Departamento de Polícia Técnica), entendeu que existe prova do homicídio doloso qualificado, por isso ele determinou que ela vai a júri popular.

De acordo com Keller, o juiz revogou a prisão preventiva porque como a médica vai a júri popular, deve aguardar o julgamento em liberdade, pois "não há mais necessidade de garantir a ordem pública".

— A prisão não foi revogada pelo parecer do Molina, e sim porque o juiz entendeu que Kátia deve ir a júri popular, e de acordo com o código de processo penal, o juiz decide se ela aguarda presa ou em liberdade.

De acordo com o promotor do caso, Davi Gallo, o laudo apresentado pelo perito Ricardo Molina não reflete a realidade. A mãe dos irmãos afirmou que confia na justiça e comemorou a decisão de Kátia Vargas ir a júri popular.

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