"Minha mãe achava que eu era um viciado", diz design que transformou paixão por games em negócio
Hoje, a mãe de Ricardo é a diretora financeira de sua empresa
Bahia|Do R7*


Transformar uma paixão em negócio é o sonho de muitas pessoas. E foi exatamente o que o baiano Ricardo Silva fez. Formado em design, mostrou para sua família que era possível decolar na carreira trabalhando com suas duas paixões: games e cultura pop oriental. Em entrevista ao R7 BA, Ricardo lembra que sua mãe achava que game era coisa de viciado. Hoje, ela não só o apoia como cuida da parte financeira de sua empresa.
— Minha mãe achava que eu era um tremendo viciado (risos), e que aquilo era uma coisa que não ia dar futuro, muito menos virar negócio. Hoje, ela é minha diretora financeira.
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Ricardo conta que desde criança amava jogos, fossem eles eletrônicos ou de cartas. Assistir desenhos, jogar videogame, montar lego faziam parte de sua rotina.
Feliz, ele diz que tudo começou como um hobby. Em 2003, ainda estudante, criou um evento de cultura pop oriental: o Anipólitan, que reunia o universo anime, mangás, cosplays e desenhos. A partir de 2006, montou dentro da feira um espaço só para games e viu que o interesse do público era grande. Mas, só foi em 2009 que ele viu a oportunidade de tornar aquilo que lhe dava prazer em uma fonte de renda.
— O interesse do público foi aumentando, fui conseguindo parceiros e percebi que a feira estava sendo um sucesso. Em 2006, montamos uma salinha e incluímos a parte de jogos no Anipólitan e a cada edição foi aumentando. Em 2011, vi que os games já estavam ocupando metade do evento e decidi criar a feira só para jogos. Em 2012, surgiu a primeira edição da feira de games.
No ano seguinte, Ricardo ousou mais e levou o evento para o Centro de Convenções. Cerca de 10 mil pessoas compareceram e a feira se consolidou como maior feira de games do norte/nordeste.
— O grande diferencial é que não focamos apenas em jogos eletrônicos. Trazemos jogos de cartas e de tabuleiro. Nosso objetivo é que ele seja físico-motor.
Ricardo especializou-se em gestão de eventos e montou uma empresa para produzí-los, que ele afirma ser consequência dos eventos que criou.
— Adaptei minha carreira ao meu projeto e as coisas foram acontecendo. Atualmente produzimos três eventos: o Gamepólitan, o Anipólitan e o ExpoGeek- uma feira de cultura nerd.
Com foco e paixão, Ricardo saiu de fã para empresário do ramo, mostrando que tudo é possível quando se tem persistência e acredita no que faz.
*Colaborou a estagiária Kátia Prado















