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Moradores de rua denunciam "limpeza social" em Salvador e vivem drama da Copa do Mundo

Supostos agentes chegam de madrugada e levam mendigos do entorno da Arena

Bahia|Do R7 com Record Bahia

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Segundo o município, cerca de 1500 pessoas vivem em situação de rua na capital baiana
Segundo o município, cerca de 1500 pessoas vivem em situação de rua na capital baiana

Os moradores de rua que vivem no entorno da Arena Fonte Nova denunciam uma ação, que dizem ser da Prefeitura de Salvador, que tenta removê-los do local usando a violência. Segundo um dos moradores, os supostos agentes chegam de madrugada e chutam, dão choque e levam os mendigos do local.

No Aquidabã, bairro próximo à Arena, as manchas de sangue são visíveis na calçada. De acordo com os denunciantes, foi o resultado de mais uma ação dos agentes, que agrediram um dos moradores de rua antes de levá-lo. O rapaz está sumido há mais de uma semana, segundo um colega.


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Segundo o município, cerca de 1500 pessoas vivem em situação de rua na capital baiana, mas as entidades que defendem os interesses desses moradores acreditam que seja o dobro. Preocupados com o que chamam de "limpeza social" às vésperas da Copa do Mundo, elas acabaram denunciando a prefeitura a Defensoria Pública.


Segundo Bethânia Ferreira, defensora pública, as denúncias que receberam são muito similares. Em todos os casos, eram relatados que a ação ocorria a noite, as pessoas apareciam em carros não identificados, mas auxiliados por guardas municipais, e acordavam os moradores e pediam que entrasse no veículo, kombi ou caminhão. Caso a pessoa se negasse, sofriam ameaças, recolhiam papelões e outros materiais e que o caminhão da Limpub (Empresa de Limpeza Urbana do Salvador em Salvador) molhava o lugar que os moradores de rua dormiam. A defensora afirma que está havendo um abuso por parte do poder público.

— A retirada involuntária dessas pessoas é o que torna essa situação uma situação que não é legal. Simplesmente retirar essas pessoas para que não apareçam por um tempo determinado, que é o tempo exatamente que casa com o tempo da Copa do Mundo? É isso que a gente não quer. A gente quer que todo mundo tenha casa, que todo mundo tenha assistência social e que realmente seja feita uma abordagem social.

O secretário de Promoção Social e Combate à Pobreza, Henrique Trindade, nega que essas ações violentas estejam acontecendo durante a madrugada.

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