"Não sei se fiz certo ou errado", diz jovem que teve parentes mortos após ajudar mulher de filho de PM a fugir
Sargento matou duas tias e baleou avó e prima do jovem após ele ajudar mulher do filho
Bahia|Do R7, com Record TV Itapoan

O crime que chocou os moradores da rua do Santíssimo, em Mar Grande, localidade do município de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, tinha um único alvo: Uanderson Santos. Ian da Conceição e o pai, Itamar da Conceição, que era sargento da reserva remunerada, queriam se vingar do vizinho após ele salvar a mulher de Ian da morte e ajudá-la a fugir do marido.
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Uanderson contou que a confusão começou após Ian jogar gasolina na mulher e ele impedir que o filho do sargento colocasse fogo na jovem há alguns dias. O homem foi preso e ameaçou o rapaz.
— Ela ficou pedindo socorro e eu ajudei a sair de dentro de casa e ele disse a mim: "eu devia ter uma arma para matar todo mundo". Ele foi preso, teve a oportunidade de sair da delegacia e voltou para fazer isso com minha família, com raiva, porque a mulher deixou ele e foi embora.
Na terça-feira (27) Ian e Itamar foram procurar por Uanderson. Ao encontrar o primo do jovem, eles o agrediram e perguntaram pelo alvo. Jocilene Santana Sena, 46 anos, perguntou o que estava acontecendo e foi morta pelo sargento. Após os disparos, a irmã da vítima, Jussara Clementina Sena Sacramento, 53, se aproximou e também foi morta. Edna Maria de Santana Sena, 77, e Flavia Luiza Santana, 27, também foram atingidas e socorridas por ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).
O alvo do sargento e do filho disse que estava dentro de casa almoçando quando escutou os disparos. Ele se levantou para ver o que estava acontecendo, mas o primo entrou correndo avisando para Uanderson não sair, pois os homens queriam matá-lo.
Após o crime, pai e filho voltaram para dentro da casa de Ian, que era vizinho das vítimas. O rapaz tirou a arma da mão do sargento, atirou contra o pai e se matou.
Uanderson perdeu duas tias e teve a avó e a prima baleadas. Agora, o jovem se questiona se foi acertada a decisão de ajudar a mulher de Ian.
— Por causa de um, todos pagaram, quem não tinha nada a ver. E eu achando que ia ajudar a mulher dele a viver. Ajudei a dele a viver e participei da morte dos meus, porque se não tivesse ajudado talvez ele não tivesse vindo fazer isso com minha família. Ele veio com ódio, com raiva porque ajudei a mulher a sair da situação em que ela estava. Eu não sei se eu fiz certo ou fiz errado, eu sei que eu fiz, já estava feito, não tinha mais volta e eu não pude impedir o que ele fez com minha família.















