"Não tive a intenção de tirar a vida de ninguém", diz suspeito de matar policiais durante assalto a ônibus
Crime ocorreu em agosto de 2016, no quilômetro 608, na BR - 324, na capital baiana
Bahia|Do R7

O tio e sobrinho responsáveis pelas mortes do policial militar da reserva Tayrone Carlos da Silva e do investigador Agnaldo Almeida, foram apresentados à imprensa na manhã de quinta-feira (13), durante coletiva no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), em Salvador.
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Na delegacia, Rodrigo Silva Santos, o “Titio”, 26 anos, afirmou que eles foram "obrigados" a atiraram nos policiais para se defender.
— A gente entrou para assaltar, ao invés deles render nós, foram já atirando (sic).
Adenílson Raí dos Santos, o “Ray”, de 22, contou que entrou em luta corporal com um dos policiais, conseguiu tirar a arma da mão da vítima e efetuou os tiros.
— Nós não foi na intenção de matar ninguém, nós foi na intenção de roubar, nós tá errado (sic).
O crime ocorreu em agosto de 2016, em um assalto a ônibus, no quilômetro 608, na BR - 324, na capital baiana. Um passageiro identificado por Adson Reis Freitas Júnior também ficou ferido na ocasião.
Segundo a polícia, Agnaldo foi agredido pelos assaltantes com golpes de faca e baleado duas vezes na cabeça. Já Tayrone, na tentativa de defender o policial civil, foi atingido com tiros em várias partes do corpo.
As armas dos policiais, um revólver calibre 38 e uma pistola ponto 380, foram roubadas pelos criminosos. Eles contaram que entregaram as armas para dois desconhecidos, uma delas foi vendida e o dinheiro foi usado para fugirem para São Paulo.
Adenílson e Rodrigo estavam com mandado de prisão temporária em aberto e foram localizados em Campinas, São Paulo, na quinta-feira (6), por equipes da Força-Tarefa da SSP-BA (Secretaria da Segurança Pública), que investiga a morte de policiais.
A dupla, que vai responder por roubo qualificado, homicídio e tentativa de homicídio, já seguiu para o sistema prisional, segundo o delegado Odair Carneiro.















