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Nutricionista dá dicas para manter dieta saudável durante os festejos juninos

Equilibrar as quantidades e respeitar os sinais de fome e saciedade são essenciais

Bahia|Do R7

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Nutricionista ensina como adaptar algumas receitas sem descaracterizá-las
Nutricionista ensina como adaptar algumas receitas sem descaracterizá-las

Bolos, quentão, licor, milho, amendoim, cuscuz, pamonha, canjica e paçoca são algumas delícias que não podem faltar à mesa durante os festejos juninos. O difícil é saber como manter uma alimentação saudável e sem ganhar aqueles quilinhos tão indesejáveis. Cada pessoa reage de forma diferente a esses alimentos. E engana-se quem pensa que essa tarefa é impossível. De acordo com a nutricionista Ana Paula Gonçalves da Silva, da Diagnoson A+, o segredo está no equilíbrio. Em conversa com o R7 BA, ela explica como isso é possível e ao final dá dicas de como preparar pratos típicos mais saudáveis, sem descaraterizá-los.

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R7 BA - É possível manter uma dieta saudável e balanceada nessa época do ano em que as pessoas costumam exagerar no consumo de comidas típicas?

Ana Paula Gonçalves da Silva – Eu não costumo falar de proibir nada. Eu acho que você pode comer tudo que tenha vontade. O equilíbrio está na quantidade. É muito comum as pessoas quererem fazer uma compensação; não comem durante o dia para comer na festa. Isso é ruim, porque você chega na festa com muita fome. E quando se está com muita fome a gente não tem muito impedimento para fazer as melhores escolhas e controlar a quantidade.


R7 BA - Dizem que o licor serve como digestivo. De que forma podemos aproveitar os benefícios dessa bebida?

A. P da S. – Na verdade, eu acredito que essa capacidade digestiva está mais associada à sensação que a pessoa tem ao tomar o licor do que ele ter realmente esse benefício. Para quem não tem nenhum tipo de fator de risco, tais como, hipertensão, peso acima do normal e alteração no trigliceres, a quantidade recomendada para o consumo depende muito da concentração alcoólica no licor. No caso dos homens, sugerimos duas doses. Já para as mulheres, apenas uma. Para cada dose levamos em consideração a quantidade servida naqueles copos de aperitivo.


R7 BA - As pessoas que têm diabetes, por exemplo, podem apreciar alguma dessas delícias?

A. P da S. – A alimentação para uma pessoa que tem diabetes deve ser saudável. Se a glicemia estiver equilibrada, a pessoa tem uma liberdade maior para comer um pouquinho de doce em uma festa, por exemplo. Caso contrário, é preciso ter uma atenção maior. Se for preparar o alimento, sugerimos a redução da quantidade de açúcar ou a substituição deste pelo adoçante culinário. De qualquer forma, o impacto na glicemia não está só na concentração do açúcar, mas também dos carboidratos e excesso de proteína também. Então, o equilíbrio precisa ser mantido, independente do que for consumido.


R7 BA – Qual o conselho para a pessoa que tem restrições manter a dieta nos festejos longe de casa?

A. P da S. – Se a pessoa vai preparar esta festa junina, ela tem que optar pelas substituições. Agora, se ela tem muita vontade e quer comer um determinado alimento, mas vai a um lugar onde não tem opção, aí é preciso controlar a quantidade. Uma dica importante que ajuda a moderar o consumo é a mastigação. Quanto mais rápido a gente come, mais a gente tem que comer para se sentir satisfeito. Se comermos devagar, além de conseguir comer menos, aproveitamos melhor o sabor dos alimentos.

R7 BA – As comidas desse período são bastante gordurosas e acabam prejudicando as pessoas que sofrem com prisão de ventre. Como elas podem driblar esse problema?

A. P da S. – Na verdade, isso está mais associado à quantidade de fibras consumida que com a quantidade de gordura. No dia em que a pessoa for consumir as comidas típicas dos festejos juninos, ela não pode deixar de comer frutas, legumes e verduras, para não ficar com deficiência de fribra, porque aí desencadearia essa prisão do intestino. Outro fator importante e que precisa ser levado em conta é a ingestão de água. Esses dois fatores: fibra e água precisam caminhar juntos para a regularização do funcionamento intestinal.

R7 BA – Existe algum alimento não recomendado na mesa junina?

A. P da S. – Não. A gente não condena nenhum alimento. Não podemos conceituar os alimentos em bons ou ruins. Eu acredito que o que faz o alimento ser bom ou ruim é o nosso comportamento; se excedermos no consumo de algum alimento, ele pode ser prejudicial.

R7 BA – As comidas típicas são regadas ao glúten e lactose. Quem tem intolerância a essas substâncias deve fazer o quê?

A. P da S. – Hoje está na moda ter intolerância ao glúten e a lactose.Essa é uma questão que merece muito cuidado. É preciso saber se essa intolerância foi diagnosticada. As intolerâncias têm vários graus, às vezes, a pessoa tem intolerância à lactose; não tolera o leite, mas o queijo e o iogurte tolera melhor que com alimentos com menor quantidade de lactose. Isso varia muito de pessoa para pessoa. Quem tem intolerância conhece os alimentos que desencadeiam uma resposta sintomática maior.

R7 BA – Quais são as orientações básicas para esse período além das que já foram ditas?

A. P da S. – Manter uma alimentação equilibrada no dia que for a festa, identificar o que quer comer, o que a satisfaz e determinar a quantidade sem exagero. Não vale deixar de comer o que gosta. Eu como um alimento porque é gostoso e porque ele é saudável. Não adianta fazer uma escolha só para manter hábitos saudáveis que eu não gosto. Não tem que cortar nada, mas também não pode comer tudo sem controle.

R7 BA – Então, as dicas são equilíbrio e dançar muito forró?

A. P da S. – Risos. Com certeza, porque você fica mais ativo, aí tem um gasto maior e aproveita a festa de verdade. O equilíbrio e o prazer devem caminhar juntos, tanto na alimentação como na atividade física para dançar o forró. De qualquer forma, o mais importante é equilibrar as quantidades e respeitar os sinais de fome e saciedade sem perder o prazer!

Aprenda a adaptar algumas receitas sem descaracterizá-las

- Pipoca: pode ser preparada com pouco óleo vegetal em substituição à manteiga. Se fizer questão da manteiga, pode-se misturar um pouco dos dois ou também usar menos manteiga. Faça a pipoca na panela, evite as de micro-ondas. Outra dica para reduzir a adição de sal é acrescentar ervas e especiarias na pipoca, como alecrim, tomilho, curry, páprica picante, lemon pepper, orégano, dentre outros. Fica uma delícia e conseguimos controlar melhor a ingestão de gordura saturada e sódio.

- Bolos, canjica e outros doces: nessas preparações podemos substituir o leite integral por leite desnatado. Se houver necessidade, reduzir a quantidade de açúcar, ou usar açúcar light ou usar adoçante culinário para diabéticos. O arroz doce também pode ser feito com arroz integral.

- Cuscuz: podem-se adicionar legumes, como cenoura ralada e abobrinha, e substituir a ervilha e o milho enlatado, por ervilha e milho verde frescos e/ou congelados. Dessa forma, adicionamos fibras e reduzimos a quantidade de sódio.

- Espetos de frutas (morango, uva, banana): podem ser feitos com chocolate meio amargo. Dessa forma comemos mais fibras e não deixamos de comer o chocolate!

- Pinhão, milho e batata doce: também são ótimas opções, cozidos ou assados. 

- No quentão e vinho quente: podemos reduzir a quantidade de bebida alcoólica. Para aqueles que não podem consumir cachaça ou vinho, têm algumas receitas que substituem bem no sabor, como o quentão com limão, laranja, gengibre, cravo, canela e açúcar ou adoçante, e o vinho quente com suco de uva integral.

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