ONGs são investigadas por distribuir credenciais de acesso gratuito a eventos em Salvador
Entidades cobravam R$ 25 pelos passaportes
Bahia|Do R7

Oito mandados de busca e apreensão nas sedes de quatro ONGs de proteção aos direitos da criança e adolescente e direitos humanos foram cumpridos na manhã desta quarta-feira (26) em Salvador. As instituições se passavam por forças-policiais para entrar gratuitamente em festas, ônibus, estádios e cinemas.
A Polícia Civil foi até a sede das ONGs Interbusca Desaparecidos, na Avenida Sete, Interbusca Bahia, no Matatu, Gapinj – Grupo de Agente de Proteção a Infância e Juventude, na Liberdade, Ropinju-DH – Rede de Oficiais de Proteção da Infância, Juventude e Direitos Humanos, instalada na Mouraria, e nas casas de seus respectivos presidentes.
Fardamentos, carteiras de identificação, algemas de lacre, bastões, radiocomunicadores, documentos, computadores e um revólver de calibre 38 que seriam utilizados no Carnaval de Salvador deste ano, foram apreendidos.
Segundo a polícia, algumas ONGs agiam como se fossem membros Agentes Voluntários de Proteção à Criança e Adolescente – os antigos Comissários de Menor. Os grupamentos atuavam em festas, fardados, com brasões, além de armamentos não letais, como spray de pimenta, algemas e bastões retráteis.
As entidades não possuíam liberação das Varas da Infância para atuarem e cobravam uma mensalidade no valor de R$ 25 em troca das carteiras de identificação. Mais de 700 novas credenciais, que seriam distribuídas antes do Carnaval, foram apreendidas.
Os representantes das instituições investigadas poderão responder pelos crimes de estelionato, constituição de milícia privada, falsificação de selo ou sinal público, falsidade ideológica e usurpação de função pública. As penas podem chegar a oito anos de reclusão.














