“Perdi o chão, fiquei muito nervosa”, diz mãe após informação falsa sobre morte de filho
Segundo um boato iniciado no "Cajazeiras Alerta", o garoto havia morrido após ser baleado
Bahia|Do R7 com Record Bahia

Um adolescente de 16 anos levou um susto após ter sua imagem divulgada em um grupo no whatsapp. Segundo um boato iniciado no grupo "Cajazeiras Alerta", o garoto havia morrido depois de ser baleado.
Os familiares do jovem receberam ligações de parentes e amigos, querendo saber o que estava acontecendo com o adolescente. A informação assustou os parentes da vítima.
A mãe do adolescente, que preferiu não se identificar, ficou muito chocada com a informação e questionou a atitude do autor da “brincadeira de mau gosto”.
— Qual intenção de alguém pegar a foto do meu filho no face (sic) e sair divulgando, dizendo que mataram, que fizeram e aconteceram com ele? Qual a intenção? Porque esse coração tão maldoso assim com um jovem?
A mãe do jovem ficou impactada com a notíciao e, mesmo sabendo que o filho estava bem, pois estava com ele, chegou a passar mal.
— Perdi o chão...perdi o chão, fiquei muito nervosa, minha pressão subiu, minha mão ficou gelada. Fiquei muito nervosa, né? Ao mesmo tempo, por outro lado, também aliviada, porque ele tava comigo. Imagine se eu tivesse trabalhando?
A família estava muito abalada e o adolescente não quer falar sobre o assunto. A mãe da vítima está pensando em passar uns dias fora do bairro.
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Apear de cruel, esse tipo de crime é cada vez mais constante. Os boatos se espalham muito rápido e vão além de uma brincadeira.
No ano passado, um segurança teve a foto retirada do perfil de uma rede social e usado como retrato falado com uma acusação de estupro. Na delegacia, veio a confirmação de que o homem era inocente. O segurança foi mais uma vítima de crimes praticados nas redes sociais
Mas, os divulgadores desses boatos devem ficar atentos, pois é possível punir quem comete esse tipo de crime. A advogada Fernanda Ravazzano alerta que o “engraçadinho” pode responder por “denunciação caluniosa”, conduta considerada mais grave.
Fernanda explica que se a pessoa sabia que a vítima não tinha praticado o crime e, mesmo assim, fez a divulgação da imagem, “essa pessoa vai responder por denunciação caluniosa e não meramente por calúnia”.
— Você faz com que aquela pessoa seja investigada ou processada. Então, como foi instaurado o inquérito policial a partir daquela informação falsa, o sujeito vai responder por denunciação caluniosa.
A pessoa que compartilha a informação, mesmo sabendo que é falsa, também deve responder pelo crime.















