"Polícia falou larga ele, vagabundo tem que morrer", diz amigo de jovem morto em ação da PM
Segundo testemunhas, três PMs chegaram a pé por uma travessa e começara a atirar
Bahia|Do R7 com Record Bahia

Os familiares do adolescente morto no bairro de Plataforma, subúrbio de Salvador, denunciam que Alisson Jesus Santana, de 15 anos, foi assassinado durante uma ação de policiais militares, na comunidade do Bate Coração.
Luzinete Santana afirmou que o filho caçula tinha voltado de uma festa de pulseira e afirmou que iria acompanhar uma festa que estava acontecendo na rua, mas “quando acabou de sair começou os tiros”.
— Não pegou ele com nada, ele não tava com nada.
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O irmão da vítima, Marcelo Santana, contou que os policiais já chegaram ao local onde estava acontecendo uma festa conhecida como “Baile de Favela”, quando vários carros com som alto tocam músicas, atirando.
— Não abordou nem nada, já chegaram atirando.
Segundo um amigo do jovem, que preferiu não se identificar, os PMs teriam impedido as pessoas que estavam no local de darem socorro a vítima.
— A comunidade tava (sic) dando socorro e a polícia falou larga ele, vagabundo tem que morrer.
Os moradores contam que bailes de favela acontecem todos os fins de semana no local e que a polícia sempre tenta dispensar a aglomeração com de bomba de gás lacrimogêneo, spray de pimento e disparos.
Alisson estava aproveitando o paredão com a namorada. Segundo testemunhas, três PMs, uma subtenente e dois soldados, chegaram a pé, escondidos, por uma travessa e começara a atirar. Um dos disparos atingiu o homem nas costas.
Alisson era estudante do 7º e trabalhava para ajudar a mãe, uma empregada doméstica, que criou os filhos sozinha.
Após a morte do adolescente, moradores da região incendiaram um ônibus em protesto contra a ação da polícia que teria resultado na morte do adolescente.
Em nota, o comando da Polícia Miliar informou que os policiais não foram solicitados para atender a ocorrência. Ainda segundo o comunicado, a equipe chegou depois do acorrido.















