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Preso, pedreiro confessa ter assassinado filho de 1 ano afogado em riacho 

Inicialmente, acusado alegou estar possuído por uma entidade

Bahia|Do R7

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William Luiz Santos da Rocha, de 23 anos, confessou ter assassinado o filho Guilherme da Silva Santos da Rocha
William Luiz Santos da Rocha, de 23 anos, confessou ter assassinado o filho Guilherme da Silva Santos da Rocha

Preso em uma instituição que atende dependentes químicos em Candeias, na RMS (região metropolitana de Salvador), o pedreiro William Luiz Santos da Rocha, de 23 anos, confessou ter assassinado o filho Guilherme da Silva Santos da Rocha, de um ano e dez meses, de acordo com a Polícia Civil.

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Em depoimento, o acusado ainda tentou negar seu envolvimento no crime. Inicialmente, alegou estar possuído por uma entidade, mas depois passou detalhes sobre o assassinato da criança.

O crime ocorreu na noite de 6 de abril, tendo o pedreiro arrancado o filho dos braços da mãe, quando esta saia de uma sorveteria, em São Cristovão, e fugiu com a criança. Ele chegou a agredir a ex-companheira, de quem estava separado há sete meses, com socos no rosto.


Guilherme foi morto por afogamento, tendo o pedreiro levado o filho até um riacho. Segurando-o com o corpo submerso, contou até dez, aguardando que a criança perdesse os sentidos. Ao perceber que o menino ainda estava vivo, o jogou novamente na água e foi embora, abandonando o corpo, que foi encontrado dentro de um riacho, no Parque São Cristóvão, em Itapuã, no dia 8 de abril.

O titular da 1ª DH/Atlântico (Delegacia de Homicídios), delegado Marcelo Sansão, apresentou o acusado à imprensa na tarde desta terça-feira (29), no auditório do DHPP, na Pituba.


A motivação do assassinato ainda não está clara, mas, segundo a mãe da vítima, desde a separação do casal, William tentava reatar o relacionamento.

Encaminhado ao sistema prisional, o pedreiro responderá por homicídio, considerado um crime hediondo, podendo cumprir pena de 20 a 30 anos de prisão.


BILHETE

Após matar Guilherme, o pedreiro perambulou pelas ruas e, por volta de 3 horas da manhã, chegou à casa de sua mãe, no Parque São Cristóvão, embriagado e com as roupas molhadas e escreveu um bilhete. Ao lado do desenho de um lago, havia a seguinte indicação: “ligue para saber onde Guilherme está”, embora não citasse nenhum número telefônico.

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