Prisco está estável e consciente, segundo Secretaria de Saúde do Distrito Federal
Vereador está internado no Hospital de Base de Brasília
Bahia|Do R7

O vereador e coordenador-geral da Aspra (Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares no Estado da Bahia), Marco Prisco, está estável, consciente, medicado e em observação, segundo o boletim médico divulgado, no fim da manhã desta quinta-feira (8), pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Prisco está internado no Hospital de Base.
Na quarta-feira, passou por exame de cintilografia e seu estado era grave. Segundo a Aspra, Prisco foi encaminhado à UTI (Unidade de Terapia Intensiva), para ser submetido a cateterismo.
O coordenador-geral da Aspra passou mal no início da noite de sábado (3), após tentativa frustrada de fuga de internos do presídio federal da Papuda, em Brasília, segundo a associação. Prisco foi ameaçado de morte pelos internos que o acusaram de ser "informante" e sentiu fortes dores no peito.
De acordo com o advogado Leonardo Mascarenhas, o vereador foi socorrido inicialmente para a UPA (Unidade de Pronto-Atendimento), São Sebastião, mas a médica plantonista informou que a unidade não tinha condições de atendê-lo de forma adequada, pois estava sendo tratado como vítima de infarto.
O vereador foi encaminhado para o HRAN (Hospital Regional da Asa Norte) e transferido para o Hospital de Base no domingo (4). Na unidade hospitalar foi descartada a hipótese de infarto.
Prisão
Prisco foi preso no dia 18 de abril, a pedido do MPF-BA (Ministério Público Federal da Bahia). O pedido de prisão preventiva ajuizado pelo MPF foi concedido pela Justiça Federal em 15 e a prisão foi realizada pela PF (Polícia Federal), com o auxílio da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e Aeronáutica em um resort em Costa do Sauípe, no Litoral Norte.
O MPF justificou a prisão do líder do movimento grevista dizendo que ele responde a ação penal por crimes previstos na Lei de Segurança Nacional, em processo que está em curso na 17ª Vara Federal da Seção Judiciária da Bahia. De acordo com o órgão, "mesmo denunciado pela prática de crimes contra a segurança nacional, continuou ostensivamente a instigar o uso da violência e da desordem e a liderar movimentos grevistas expressamente proibidos pela Constituição Federal, não só no Estado da Bahia, como em outras unidades da federação, apostando na política do terror".
No dia 23, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, negou o pedido de habeas-corpus da defesa do vereador.















