Projeto de lei propõe regularização da atuação das doulas em Salvador
"Parto humanizado empodera as mulheres", diz vereador que propôs o projeto
Bahia|Do R7*

O Projeto de Lei nº 139/2015, que tramita na Câmara de Vereadores de Salvador, traz a humanização do parto e os direitos das gestantes à tona. O vereador Luiz Carlos Suíca (PT) é o autor do projeto que tem o objetivo de regulamentar a atuação das doulas em maternidades e hospitais públicos e privados da capital baiana.
As doulas são mulheres treinadas para dar suporte físico e emocional à gestante antes, durante e após o parto. Se o projeto for aprovado, as instituições hospitalares terão que permitir a presença dessas profissionais durante o período de trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, sempre que solicitadas pelas mães.
O vereador afirmou que o projeto tem previsão constitucional que regulamenta a atividade.
— Uma lei federal detalha os procedimentos a serem adotados, além dos pré-requisitos a serem cumpridos pelas doulas. Não é qualquer pessoa que pode exercer esta profissão.
Para Suíca, é compreensível a preocupção dos profissionais de saúde. No entanto, ele ressalta que sua proposta é que as atuações sejam complementares entre a equipe técnica dos hospitais e as doulas. Sua defesa é por um parto mais humanizado.
— Parto humanizado empodera as mulheres.
CPN

Na capital baiana, o Centro de Parto Normal Marieta de Souza Pereira, localizado na Mansão do Caminho, no bairro de Pau da Lima, é o pioneiro no norte e nordeste do País em incentivo ao parto humanizado e atende gestantes de baixo risco gratuitamente. Lá, as gestantes podem ser acompanhadas por doulas a todo momento.
O CPN foi fundado em 2011 e já fez cerca de 1.500 partos. Atualmente são realizados 50 partos por mês, o que é considerado um grande avanço para o obstetra e diretor técnico do CPN, José Carlos Gaspar. Ele ressalta ainda que a proposta da casa de parto é ajudar a nascer.
— Queremos ajudar as mulheres de uma forma humana, dentro e baseada em evidências científicas, ressaltando a necessidade de utilizar métodos não farmacológicos para o alívio da dor, como a bola de bombar, como o cavalinho; andar, se alimentar com líquidos, tipo água de coco, chás, gelatinas, melaço, porque o trabalho de parto gasta-se energia, então a mulher precisa repor energia.
Por fim, o doutor afirmou que é necessário que as mulheres tenham informação para decidir a melhor forma de parir.
— A mulher tem que ter o direito de escolher como parir, o que nós denominamos de empoderamento da mulher. São elas que parem, eu sou apenas um profissional que tem um saber e que oferece este conhecimento para ajudar os bebês a nascerem de uma forma positiva.
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*Colaborou a estagiária Kátia Prado














