Sede do PT e agência de propaganda são alvos da Polícia Federal em Salvador
PF pretende investigar a ocorrência de fraudes em licitações
Bahia|Do R7

A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta terça-feira (4), a Operação Hidra de Lerna, que cumpre 16 mandados de busca e apreensão, investiga um grupo criminoso responsável tanto pela possível prática de financiamento ilegal de campanhas políticas na Bahia quanto por esquemas de fraudes em licitações e contratos no Ministério das Cidades. Em Salvador, os mandados são cumpridos na agência de publicidade Propeg, no bairro da Barra e na sede do PT, no Rio Vermelho. A Propeg foi criada na capital baiana, e é uma das maiores agências de publicidade do País.
Os mandados, em razão do foro por prerrogativa de função de investigados, foram todos deferidos pela Ministra Maria Thereza Rocha de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça.
Ainda de acordo com a PF, a Hidra de Lerna, que deriva de três colaborações de investigados na Operação Acrônimo, já homologadas pela Justiça e em contínuo processo de validação pela Polícia Federal, tem como origem dois novos inquéritos em tramitação no STJ e cuja distribuição entre os ministros da corte ocorreu de forma automática.
Em uma das linhas de investigação, a suspeita da PF é que os esquemas investigados realizassem triangulações com o objetivo de financiar ilegalmente campanhas eleitorais, para isto, a empreiteira sob investigação contratava de maneira fictícia empresas do ramo de comunicação especializadas na realização de campanhas políticas, remunerando serviços prestados a partidos políticos e não a empresa do ramo de construção civil. Em outra direção, a PF pretende investigar a ocorrência de fraudes em licitações e contratos no Ministério das Cidades.
Em nota, a Propeg informou que prestou todo o apoio à ação e que tem auxiliado, por iniciativa própria, desde junho, as autoridades judiciais para esclarecer e apurar os fatos investigados. Disse também que os fatos em apuração não possuem qualquer conexão com o PT, o Governador da Bahia e com a empresa OAS.
Experimente grátis toda a programação da Record no R7 Play
O partido também se manifestou, dizendo que estranhou a ação. Segundo integrantes do Departamento Jurídico do PT, o mandado de busca e apreensão era genérico, desacompanhado da decisão, não dizia o objeto da apreensão, não tinha nome de empresas nem o ano a que se refere. A legenda disse ainda que sempre esteve à disposição da justiça, mas nunca foi procurado para prestar qualquer informação, “considerando desnecessários o arrombamento e o sensacionalismo desta ação”.















